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Agrediu namorada até à morte em Coimbra e chamou o INEM

Crime ocorreu a 5 de fevereiro. Homicida chamou o 112 devido a alegada morte súbita da companheira, mas autópsia revelou agressões. Foi detido na segunda-feira pela Polícia Judiciária

Um homem de 36 anos é suspeito de ter matado a namorada, de 43 anos, no passado dia 5 de fevereiro. Foi detido na segunda-feira pela Polícia Judiciária de Coimbra.
No dia em que a luso-brasileira Danieli Giroto Fernandes Garrote faleceu, foi o suspeito quem chamou a emergência médica dando conta de uma alegada situação de morte súbita da vítima.
Quando a equipa do INEM chegou ao local a vítima já estava cadáver e o corpo foi transportado para o Instituto de Medicina Legal de Coimbra. Foi nessa altura que se iniciou a investigação, uma vez que na realização da autópsia foram «observadas múltiplas lesões corporais indiciadoras de morte violenta», esclareceu em comunicado ontem divulgado, a Polícia Judiciária. Segundo esta polícia, «diligências de investigação permitiram, assim, recolher um conjunto de elementos de prova indiciários de um quadro de violência doméstica – predominantemente motivado por ciúmes do detido em relação à vítima – que terá escalado, nos últimos dias de vida da vítima, para agressões físicas de tal modo violentas que levaram à sua morte».
A vítima era funcionária de um hipermercado e também era motorista TVDE, tal como o namorado, português, que é igualmente motorista. Ambos mantinham uma relação há três anos e, ao que foi possível apurar, estariam a preparar-se para ir viver maritalmente na casa onde o crime aconteceu, nas imediações da rua do Brasil, em Coimbra, na zona do Vale das Flores. As lesões que apresentava, e que foram reveladas em sede de autópsia, eram essencialmente na zona da cabeça.
A mulher, que há vários anos vivia em Portugal, tinha três filhos – um maior de idade e dois menores – que agora estão entregues a uma instituição até regressarem ao Brasil – viu a morte causar grande consternação junto dos que com ela privavam.
Devido à investigação que foi desencadeada, as cerimónias fúnebres apenas foram realizadas a 13 de fevereiro e não houve cremação, como estava inicialmente previsto, por não ter sido autorizada pelo Ministério Público.
O suspeito, sem antecedentes criminais, foi ontem presente ao juiz para realização do primeiro interrogatório judicial, numa sessão que vai ser retomada durante o dia de hoje, Só depois serão conhecidas as medidas de coação aplicadas.

Fevereiro 25, 2026 . 07:01

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