
Câmara avança com projeto de reabilitação da Estação Nova
A Câmara Municipal de Coimbra aprovou hoje, na reunião do Executivo Municipal, a celebração de um contrato de subconcessão com a IP Património que permitirá ao Município assumir a utilização da Estação Nova.
A decisão dá início a um projeto de reabilitação que pretende transformar o "edifício histórico num equipamento urbano multifuncional ao serviço da cidade", refere a autarquia em comunicado.
Segundo a mesma, a decisão marca uma nova etapa para a Estação Nova, após o fim da circulação ferroviária no local, "abrindo caminho à sua reconversão num espaço orientado para a inovação, a cultura, a atividade económica e a revitalização da Baixa e da frente ribeirinha".
Ana Abrunhosa, presidente da Câmara Municipal de Coimbra, fez questão de destacar que a Estação Nova representa um dos símbolos maiores da ligação histórica de Coimbra ao progresso e ao seu centro urbano, assinalando que esta funcionou durante décadas como ponto de chegada de estudantes, mercadorias e visitantes que moldaram a vida económica e social da cidade.
Segundo a autarca, Coimbra encontra-se agora num "período de transição que abre uma oportunidade única para devolver este património à vivência quotidiana da cidade".
Desta forma, a estratégia municipal pretende "reabilitar, ativar e reconverter funcionalmente o edifício, devolvendo-o aos cidadãos através de novos usos económicos, culturais, educativos e turísticos", indica a CMC em comunicado.
Entre as valências previstas encontra-se a instalação da Agência Municipal para o Investimento e Inovação — GoCoimbra
A intervenção será desenvolvida em várias fases, a primeira com a reabilitação da ala poente do edifício para instalação do Hub de Desenvolvimento da GoCoimbra e numa fase posterior, a Estação Nova será reaberta ao público como equipamento multifuncional, "integrando espaços culturais, atividades económicas compatíveis, áreas de fruição turística e novos espaços de encontro urbano", avança a CMC em comunicado.
Está igualmente prevista a criação de uma praça pública na antiga zona das plataformas ferroviárias.
Ana Abrunhosa conclui que o objetivo prende-se com a valorização do património, como também reintroduzir o fluxo de pessoas e atividades na Baixa e transformar a Estação Nova num novo ponto de encontro, chegada e partida para a cidade do futuro.










