
“Carnaval inclusivo” reúne mais de mil foliões
É já uma tradição por esta altura do ano assistir ao desfile de Carnaval das Escolas e IPSS – Instituições Particulares de Solidariedade Social do concelho de Mira. Após o adiamento do corso previsto para sexta-feira passada, em virtude do mau tempo que se fez sentir, eis que a avenida principal da vila se encheu de cor, música e alegria num desfile inclusivo e intergeracional que contou com a presença de mais de mil foliões e muitas pessoas a assistir.
Este ano o município, entidade organizadora, decidiu não colocar um tema especifico para o desfile, deixando, assim, à consideração dos participantes a sátira que queriam abordar. «Está um dia maravilhoso, ainda bem que adiámos o desfile de sexta-feira para hoje (ontem). Tivemos muito a sorte com o tempo. O objetivo desta festa é que os mais pequenos também possam participar, porque temos outros desfiles das associações e que são adultos», frisou Artur Fresco.
«Esta interação entre gerações, digamos assim, entre os mais novos e os mais velhos, é muito saudável, e já é de alguns anos que se faz e eles gostam muito que assim seja. Além disso, os pais e encarregados de educação, bem como toda a comunidade educativa está envolvida. Fazem uns fatos muito bonitos e têm gosto depois em apresentá-los ao público», sublinhou o presidente da Câmara de Mira.
“É uma emoção participar neste desfile que não dá para explicar. Com a máscara interagimos com as pessoas e é muita alegria por um momento só ”
Uma das IPSS presentes foi a Cercimira - Cooperativa para a Educação e Reabilitação de Cidadãos de Mira, que levou os seus utentes a desfilar no corso carnavalesco. «O Carnaval inclusivo é todos participarmos com alegria, entusiasmo e ter a oportunidade de fazer parte de uma comunidade», declarou Marinela Rola. Neste desfile, diz a presidente da Cercimira, a instituição «apresentou cerca de 100 utentes», tendo sido os próprios a escolher o tema. «A nossa missão é dar alegria aos nossos utentes mas também animar os que nos veem. Esse é o nosso lema», concluiu a presidente da instituição.
A calcorrear entre o público e o desfile andavam os Caretos da Lagoa, foliões do sexo masculino que se fantasiam com roupas femininas coloridas e usam uma máscara de cartão, ornamentada de chifres e serpentinas e dependuram ao pescoço chocalhas e guizos. Aparecem em grupo, “atacando” as pessoas, especialmente raparigas solteiras, assustando-as.
«Os caretos não são do carnaval, são do Entrudo, que é a transição da época fria para a primavera e para o verão da época alegre», realçaram os dois elementos escalados para marcar presença no desfile. «É uma emoção participar neste desfile que não dá para explicar. Com a máscara interagimos com as pessoas e é muita alegria por um momento só», disseram os dois jovens.












