
Nove “super-heróis” servem “amor todos os dias” na cafetaria solidária
Acácio Ferreira, Alexandra Oliveira, Luís Barreiros, Mónica Coelho, Bruno Ferreira, Marta Santos, Ricardo Rebola, Raquel Costa e Nuno Bico Soares. Eis os nove «super-heróis» que dão alma à cafetaria solidária da Casa da Mutualidade. Ontem, foi dia de soprar as velas do 2.º aniversário desta parceria entre A Previdência Portuguesa (APP) e a Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra (APCC) e o sentimento generalizado é o de orgulho.
«Não trocava isto por nada», adianta ao Diário de Coimbra Bruno Ferreira, utente da APCC, que está na cafetaria desde a primeira hora. «É ótimo. Aqui espaireço. Mas também gosto de estar na quinta [da Conraria]», sublinhou o jovem, que é também artista e autor de duas das esculturas que fazem parte da exposição patente na Casa da Mutualidade.
Entre as cerca de 50 obras criadas na APCC e patentes nesta mostra coletiva, quatro são de autoria de Ricardo Rebola, sendo que uma delas foi leiloada ontem durante a festa de aniversário. Com um valor base de licitação de 150 euros, foi vendida por 275 ao advogado Manuel Rebanda.
A cafetaria solidária no espaço da Casa da Mutualidade foi «uma ideia» de Ricardo Veloso. É ele que não hesita em falar dos “nove magníficos” como «super-heróis», recordando que fez questão que o projeto nascesse a 14 de fevereiro, Dia dos Namorados. Mas, na realidade, ali, «o amor é todos os dias». «Tem sido muito emotivo», frisou, ao sublinhar que, futuramente, espera ver nascer a loja social, um espaço onde se pode vender os produtos da APCC em plena Baixa da cidade.
«São dois anos de uma parceria que é muito importante para a APCC», adiantou Carlos Condesso, presidente da associação, agradecendo «a sensibilidade» d’A Previdência Portuguesa, que acolheu a ideia «no primeiro segundo».
De acordo com o responsável, esta é também «uma oportunidade de mostrar aquilo que alguém chama como atividades socialmente úteis». «No fundo, é mostrarmos as capacidades e condições que conseguimos criar para que os utentes se sintam úteis, se sintam devidamente inseridos na sociedade», explicou, acrescentando que revela também «a preocupação da APCC em apoiar nas várias vertentes, desde a assistência social, passando pelas várias terapias, sem esquecer ações que contribuem para que as pessoas se sintam inseridas na sociedade».
«Procuramos difundir o trabalho desenvolvido pela APCC. Damos o nosso apoio e, por outro lado, iremos desenvolver também outras atividades. Andamos a trabalhar nisso», sempre na lógica de promover a participação de cidadãos com algum tipo de deficiência, garantiu António Martins de Oliveira, presidente da APP.
«Trabalhar com pessoas com deficiência é mais exigente em termos de mão de obra, em termos de recursos e apoios. E o Estado “passa a bola” para estas instituições, que vão segurando as pontas. É um trabalho meritório e nós, como uma instituição também de economia social, estamos aqui para contribuir para esse apoio, para essa integração, para a divulgação», concluiu.











