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Coimbra e Baixo Mondego tentam reerguer-se das cheias

Descida do caudal do rio Mondego possibilitou efetuar intervenções no terreno, como é o caso do dique dos Casais que cedeu com a força da água e provocou o aluimento do piso da A1

Coimbra e o Baixo Mondego, nomeadamente na zona de Montemor-o-Velho, tentam reerguer-se das cheias das últimas semanas, que provocaram imensos estragos na região. A descida do caudal do rio Mondego, que em vários locais já retomou o curso do leito, permitiu o início de alguns trabalhos no terreno, como é o caso do dique dos Casais, que colapsou e provocou, não só o alagamento dos campos agrícolas da margem direita mas também o aluimento do piso da autoestrada 1 (A1) entre Coimbra Norte e Coimbra Sul.

Os trabalhos no dique dos Casais arrancaram ontem a sua primeira fase, contemplando a estabilização da área para possibilitar uma intervenção mais profunda. A empreitada, segundo a Agência Portuguesa do Ambiente, prevê-se que demorará entre uma e duas semanas, tendo como objetivo permitir que seja minimizado o risco de novas cheias, principalmente nas localidades da Ereira e de Montemor-o-Velho.

O aumento do caudal e a força da corrente escavaram o aterro debaixo do tabuleiro da A1, provocando o colapso, a 11 de fevereiro, de um troço da principal ligação rodoviária entre Lisboa e o Porto. A circulação permanece interrompida entre estes dois eixos da A1.

As autoridades admitem que a reconstrução definitiva da infraestrutura se vá prolongar por várias semanas. Neste momento, o caudal do rio Mondego ronda os 500 metros cúbicos por segundo, valores muito inferiores aos registados nos dias críticos, quando chegaram a ser três vezes mais elevados.

Também na margem esquerda do rio Mondego, em Coimbra, no Parque Verde (Choupalinho), a descida das águas permitiu ações de limpeza nas instalações de remo e canoagem que se encontram sediadas no espaço. O Clube Fluvial de Coimbra, por exemplo, beneficiou do apoio do Bombeiros Sapadores de Coimbra para a ação de limpeza das instalações que ontem levou a efeito.

Mais complicada está a situação na localidade da Ereira e em Montemor-o-Velho, que apesar da água estar a dar um “pouco de tréguas” ainda possui uma grande área alagada. Para a Ereira, por exemplo, a passagem apenas se faz de bote ou com recurso a viaturas anfíbias dos fuzileiros.

As populações continuam, assim, dependentes de terceiros para efetuar as suas rotinas quotidianas fora da localidade.

Junto ao centro da vila a água ainda continua a inundar algumas artérias, apesar de já existirem vias circuláveis. Completamente alagado e inoperacional está o Centro de Alto Rendimento de Montemor-o-Velho.

Aliás, a Federação Portugue­sa de Canoagem expressou preocupação com o impacto na população local e destacou que a infraestrutura, que serve como base de trabalho para as seleções nacionais, enfrenta danos significativos. O local estava previsto para receber o Campeonato da Europa de Velocidade de Canoagem em 2026, e a federação garantiu que a canoagem portuguesa uniria esforços para superar a situação.|

Fevereiro 17, 2026 . 08:30

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