
Ol. Hospital “batido” 12 jogos depois por “rival” direto
O duelo de ontem em Tábua era, na teoria, um confronto entre duas das melhores equipas da Série C do Campeonato de Portugal e que lutam pelos dois primeiros lugares do campeonato. Ganhando o jogo, portanto, contornos muito particulares e um caráter decisivo para o futuro dos dois conjuntos na temporada.
Nilson Corrêa apostou para esta partida, após um interregno de três semanas, no mesmo onze que derrotara o Samora Correia por 4-0, com a maior nota de destaque a ser a inclusão do recente reforço Lucas Macedo no “lote” de opções a poderem “saltar” do banco ao longo da partida.
O jogo começou como seria esperado, com as equipas expectantes, cientes dos argumentos uma da outra e a apostarem, sobretudo, em anular os pontos fortes do adversário, com muita intensidade à mistura. O primeiro momento de criação no ataque surgiu logo aos 3’ pela turma da casa com Tharlley a aparecer pela direita e com um bom cruzamento ao primeiro poste assistiu Pedro Peralta que “atirou” ao poste e quase abria o jogo da melhor maneira para os oliveirenses.
Tirando raros momentos em que as equipas conseguiam encontrar espaços no último reduto ofensivo, a primeira parte foi no geral pautada por um jogo pausado, com o Oliveira do Hospital a assumir mais o jogo com posse, e o Mortágua através dos contra-ataques fulminantes de Camará e Elias Kyllonen tentava apanhar desprevenidos os centrais Zé Simão e Matheus Matias, que ao longo do jogo foram correspondendo com qualidade aos fortes avançados mortaguenses.
Depois de uma grande oportunidade de Pedro Peralta, foi a vez de Camará aos 27’ colocar à prova Pedro Cardoso, que respondeu com qualidade a um remate de primeira do avançado costa-marfinense após um boa jogada de bola parada protagonizada por Simionato pela direita. As equipas ficavam assim igualadas em grandes oportunidades no jogo. O Mortágua ainda lançou outra boa tentativa para “assaltar” a baliza oliveirense, com João Pais a aparecer pela direita, mas apesar de aparecer ter uma boa situação para rematar, o extremo ex-Ol. do Hospital deu para Camará que não conseguiu rematar.
Eficácia definiu o desfecho
No segundo tempo, o jogo assumiu ainda mais a tendência dos primeiros 45 minutos, com o Mortágua muito perigoso através de Camará e Elias Kyllonen, e a equipa da casa procurava os “rasgos” de Marcelo num futebol paciente e de construção para criar situações de perigo. Nota positiva para Marcos Vinícius com um corte “in extremis” nos primeiros minutos da segunda parte quando Camará bateu os centrais da turma da casa e o lateral apareceu para um corte espetacular e evitar o que poderia ter sido uma grande situação no jogo. Contudo, o golo apareceu mesmo para os visitantes, quando num canto o recém-entrado Braz foi às “alturas” e cabeceou sem hipótese para Pedro Cardoso, levando à “loucura” os adeptos visitantes.
O Oliveira procurou muito o empate, mas nem mesmo o “endiabrado” Simão Duarte ou o reforço Lucas Macedo chegaram para quebrar a boa defensiva da turma do lousanense Eduardo Martins, com Nando Pedrosa também em bom plano a evitar “males maiores” para a sua equipa, confirmando a derrota 12 jogos depois para o Oliveira do Hospital.









