
“Conimbriga em Quadrículas” foi finalista do Prémio Património Ibérico
O mundo romano é familiar na região de Coimbra, já que é a escassos quilómetros da cidade de Coimbra que se situa um dos sítios arqueológicos romanos mais importantes da Península Ibérica, Conímbriga.
Mas a história da presença romana em Portugal e muitas curiosidades sobre o Império Romanio, por certo, nem todos conhecem.
Foi nesse sentido que Jaqueline Moreira, voluntária do Museu Nacional de Conimbriga, a colaborar com o Serviço Educativo, se propôs criar o projeto “Conimbriga em Quadrículas”, que foi um dos três finalistas da 3.ª edição dos Prémios Património Ibérico, na categoria de mediação. Mas em que consiste o projeto? Jaqueline Moreira, que está a trabalhar na sua tese de doutoramento sobre comunicação para crianças, na Universidade do Algarve, explicou ao Diário de Coimbra que o projeto surge «com o objetivo de levar informação às crianças sobre a presença romana em Conimbriga, mas de forma simples». Quanto ao nome, Jacqueline explicou que, por sugestão do diretor do Museu, a palavra “quadrículas” que em arqueologia significa o mapeamento em quadrados do sítio arqueológico para escavação, seria uma boa escolha, numa espécie de trocadilho.
E assim, surge o projeto “Conimbriga em Quadrículas” que nada mais é do «informação simples disponibilizada em quadrados, em jeito de banda desenhada, e que é publicada nas redes sociais do Museu Nacional de Conimbriga.

Jacqueline Moreira explica que as publicações não são regulares, mas procuram associar-se sempre a datas comemorativas. Um dos mais recentes exemplos, prende-se com a quadrícula publicada a 19 de dezembro que dava conta de que os romanos celebravam uma festa parecida com o Natal. Era a Saturnália, um festival dedicado ao deus Saturno que ocorria no Inverno, com banquetes e reuniões familiares, com decorações com velas distribuição de presentes , além de ser um período em que se mudavam as regras sociais. Neste projeto, o público infantil é guiado por duas personagens, inspiradas na história de Conimbriga, o Rufus (um dos proprietários da Casa dos Repuxos) e a Alia (um dos poucos nomes encontrados nos artefactos da cidade e foi retirado de uma lápide funerária). «As duas personagens estão caracterizadas como os romanos, num processo aprovado pelo serviço educativo do museu», explica Jaqueline Moreira.
Relativamente aos Prémios Património Ibérico, refira-se que é uma das distinções mais abrangentes dedicadas ao património cultural de Portugal e Espanha e destinam-se a reconhecer e celebrar as melhores práticas e projetos desenvolvidos no setor, destacando o trabalho realizado ao longo de 2024 e 2025.
O júri internacional selecionou 18 projetos finalistas, escolhidos pela sua inovação, impacto e exemplaridade nas áreas de mediação, comunicação, touring cultural, parcerias e acessibilidade ao património.
Refira-se apenas que o projeto vencedor é “Restauración abierta de Punta Begoña” para uso cívico, na zona da Biscaia.











