
Arquitetos paisagistas querem fazer parte da resposta à devastação
A Associação Portuguesa dos Arquitetos Paisagistas apela à disponibilidade destes profissionais para colaborarem na resposta à devastação provocada pela tempestade Kristin, “um aviso estrutural” sobre a urgência de transformar a forma como se planeia, gere e cuida a paisagem.
Em comunicado, a Associação Portuguesa dos Arquitetos Paisagistas (APAP) considera que a Kristen expos “fragilidades estruturais antigas do território”.
“Para além do dano imediato, a tempestade revelou problemas de fundo: gestão florestal inadequada, excesso de combustíveis, ausência de mosaicos paisagísticos resilientes e fraca integração da infraestrutura verde no ordenamento”, lê-se no comunicado.
Para a APAP, “a recuperação não pode limitar-se à reposição do que caiu. Exige reconstrução ecológica, diversificação florestal, restauro de galerias ripícolas, reforço da arborização urbana adaptada ao clima e uma governação da paisagem que antecipe o risco”.
Nesse sentido, apela “de forma clara e responsável à disponibilidade dos arquitetos paisagistas para colaborarem com as autoridades nacionais, regionais e locais na resposta à devastação”.
“Este período requer uma cooperação institucional efetiva. Os arquitetos paisagistas possuem competências para prestar apoio aos municípios, às Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e à Proteção Civil na análise integrada da paisagem, no restauro de sistemas naturais, na requalificação de espaços públicos e na redefinição de modelos de gestão que promovam maior resiliência”, indica a associação.












