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DOC Coimbra em diferentes palcos dedica retrospetiva a Leonor Areal

Sessão de abertura está marcada para 17 de março, pelas 18h30, no TAGV, e inclui um concerto pelo Filipe Furtado Trio

O Festival Internacional de Documentário de Coimbra (DOC Coimbra) arranca a 17 de março com a exibição de um filme lusófono e um concerto do Filipe Furtado Trio, numa edição que dedica uma retrospetiva à realizadora portuguesa Leonor Areal. A 3.ª edição do DOC Coimbra vai decorrer até dia 22 de março em seis espaços diferentes: o Teatro Académico Gil Vicente (TAGV), o auditório do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), o Círculo Sereia – Centro de Artes Plásticas, a Casa da Esquina, o Seminário Maior de Coimbra e o Semente Atelier.

A sessão de abertura está marcada para 17 de março, pelas 18h30, no TAGV, e inclui um concerto pelo Filipe Furtado Trio, seguido da exibição do filme de abertura, uma longa-metragem integrada na competição de filmes lusófonos.

Carla Gomes, diretora do evento, diz que a seleção oficial de filmes e a programação completa serão anunciadas no final da próxima semana, «quando estiver totalmente fechada», razão por que ainda não estão divulgados os títulos dos filmes a exibir. O DOC Coimbra é um festival internacional só dedicado ao cinema documental, especificou, adiantando que no segundo dia estão previstas três sessões de longas-metragens no TAGV, enquanto decorrem exibições de filmes no IPDJ.

Ao longo dos seis dias do festival, a Casa da Esquina acolhe uma retrospetiva dedicada à realizadora portuguesa Leonor Areal, com várias exibições de filmes da sua autoria. Já no Círculo Sereia, as sessões serão dirigidas a escolas, no âmbito do programa educativo da Bienal Ano Zero, com uma seleção de filmes destinada especificamente a esse público, distribuídos por oito sessões.

O Seminário Maior de Coimbra e o Semente Atelier recebem o Laboratório de Cinema Documental (DocLab), uma atividade paralela ao festival que decorre entre 16 e 20 de março, de segunda a sexta-feira, orientado por quatro tutores: as realizadoras portuguesas Érica Faleiro, Leonor Areal e Catarina Alves Costa, e o realizador e produtor brasileiro Ralf Tambke.

O DocLab integra duas turmas, uma dedicada ao desenvolvimento de projetos de filmes que já se encontram em fase de trabalho e procuram produtores ou financiamento, e outra centrada no desenvolvimento de argumento, destinada a realizadores que partem de uma ideia inicial e pretendem estruturá-la.

Paralelamente à programação oficial, o festival promove diariamente convívios e happy hours em vários espaços da cidade. No dia da abertura, o convívio decorre no TAGV, estendendo-se nos restantes dias a diferentes locais de Coimbra, incluindo a Pharmácia, o Bar Futuro e a Casa das Artes Bissaya Barreto. A festa oficial do festival realiza-se no sábado à noite (dia 21), no Atelier A Fábrica, entre as 23h00 e as 2h00, com o DJ A Boy Named Sue.

No total, esta edição do DOC Coimbra apresenta 38 sessões e 64 filmes, dos quais 22 longas-metragens e 42 curtas, representando 33 países.

Segundo Carla Gomes, o festival contará com a presença de realizadores de vários pontos do mundo, estando já confirmadas algumas participações. Na edição passada marcaram presença, entre outros, cineastas da América do Sul e da China.

O festival organiza-se em três blocos de competição: filmes lusófonos, secção que integra longas e curtas-metragens faladas em língua portuguesa — produções de Portugal, Brasil, países africanos de língua oficial portuguesa e da diáspora; competição internacional de curtas-metragens e competição internacional de longas-metragens (estes dois blocos com filmes não falados em português). Cada um dos três blocos de competição terá um júri composto por três elementos, provenientes de diferentes áreas, como cinema, artes plásticas, crítica de cinema e sociologia, «para haver olhares diferentes, porque se está a falar de cinema documental», explicou Carla Gomes.

«O cinema documental acaba por ser, muitas vezes, dedicado a assuntos como direitos humanos, questões climáticas e ambientais… Já no ano passado tivemos muitos temas políticos, e este ano também temos. Então, optámos por esta abordagem na escolha dos jurados», justificou.

Assim, na categoria de curtas-metragens internacionais, o júri será composto pela realizadora espanhola de cinema documental Sandra Ruesga, pelo fotógrafo polaco Piotr Zielewski e pelo sociólogo e investigador italiano Cristiano Gianolla. Os filmes de longa-metragem internacionais terão como jurados a realizadora e produtora brasileira Fernanda Polacow, o artista plástico cubano Adalberto Delgado e a realizadora e produtora francesa Marie Clemance-Paes.

No que respeita ao bloco de filmes lusófonos, contará com um júri composto pela realizadora brasileira Maria Clara Escobar, a gestora cultural portuguesa Luísa Lopes e o curador, artista e performer português Nelson Ricardo Martins.

A sessão de encerramento e entrega de prémios está marcada para 22 de março, às 18h30, no IPDJ, e assume a forma de uma cerimónia de entrega de prémios.

Fevereiro 14, 2026 . 08:28

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