
Vírus na EB Inês de Castro sem origem conhecida
Ainda não é conhecida a origem do vírus que infetou alunos da Escola Básica 2,3 Inês de Castro, considerado altamente contagioso mas sem sintomas graves. Ontem, o número de casos ia em 174, com cerca de 30 observados no Hospital Pediátrico ou em Centros de Saúde.
Do questionário enviado às famílias pela Associação de Pais e Encarregados de Educação da escola, a que responderam 362 até ao dia de ontem, resultou a informação de que 174 alunos tiveram sintomas de norovírus, nomeadamente gastrointestinais, mais oito do que no dia anterior.
Edmundo Pais, presidente da associação, explicou que continuam a surgir casos, segunda-feira e ontem houve mais, tendo os pais recebido uma informação do Departamento de Saúde Pública da Unidade Local de Saúde de Coimbra, com esclarecimentos sobre o vírus e medidas a tomar.
No documento observa-se que o «norovírus é um dos principais causadores de gastroenterite aguda na Europa, muito comum e altamente contagioso». Os seres humanos «são o único reservatório conhecido deste vírus», com a doença a transmitir-se «principalmente pela via fecal-oral, através do contacto direto com pessoas infetadas, contaminação de superfícies e objetos, ou através da manipulação de alimentos por parte de uma pessoa infetada», esclarece a ULS, ao notar que também é possível a transmissão por «água contaminada, mas é pouco frequente no contexto nacional».
O período de incubação da doença é geralmente curto, entre 12 e 48 horas após a exposição ao vírus, e os sintomas mais comuns, que duram de um a três dias, são «dor abdominal, náuseas, vómitos e diarreia aquosa, pode haver febre baixa, dor de cabeça e mal-estar». Acrescenta o Departamento de Saúde Pública que não são frequentes sintomas graves.
Na informação aos pais, que inclui apelo a contacto pelo SNS 24 (808 24 24 24) em caso de sintomas, a ULS adianta que «o tratamento desta virose é sintomático, com foco na hidratação, repouso e alimentação leve». Em casa, sublinha, «deve ser reforçada a higiene das mãos e das superfícies dos espaços, dos equipamentos e utensílios, particularmente das instalações sanitárias e dos “pontos de contacto” (por exemplo torneiras e puxadores de portas)».
No estabelecimento de ensino, do Agrupamento de Escolas Coimbra Oeste, que tem estado a funcionar normalmente, a Câmara de Coimbra promoveu, em colaboração com a ICA, empresa fornecedora de refeições, análises aos alimentos servidos sexta-feira, 6 de fevereiro, dia em que surgiram os primeiros casos (o vírus, recorde-se, tem um período de incubação até 48 horas, o que remete para possível infeção desde o dia 4). Estas análises, bem como as efetuadas à água, não detetaram a presença de vírus.
De acordo com a autarquia, na manhã da última segunda-feira foi efetuada uma limpeza e desinfeção geral de todos os espaços e superfícies, tendo sido igualmente reforçadas as medidas de higienização das mãos.









