
Caldas sem acesso pede ponte militar para poder laborar
A empresa de engarrafamento de água Caldas de Penacova, uma das maiores do concelho, está com laboração parada por corte da única via de acesso, devido a um deslizamento severo da plataforma. Urbano Marques, administrador da empresa, diz que o encerramento é por tempo indeterminado, tendo em conta que não é possível aceder às instalações, e defende a instalação de uma ponte militar no mais breve espaço de tempo. Também o Município equaciona essa possibilidade e tem vindo a efetuar diligências nesse sentido tendo em conta a importância da empresa para a economia da região e os muitos postos de trabalho que representa.
A paragem pode ser por «15 dias ou um mês», adiantou Urbano Marques, explicando que o tempo depende da solução que venha a ser encontrada. De acordo com o administrador, não sendo viável uma ponte militar a atravessar o rio Mondego, a solução, em seu entendimento, pode passar por uma estrutura semelhante sobre o acesso interdito. «Espero amanhã (hoje) estar em Penacova e, com a engenharia de Tancos, estudar uma solução», explicou, garantindo que nas atuais circunstâncias «laborar não é possível».
Este domingo, o tenente-coronel da Brigada de Intervenção, Manuel Mateus, e elementos do Regimento de Engenharia n.º1 de Tancos estiveram em Penacova a avaliar a possibilidade de instalação de uma ponte militar sobre o rio Mondego, entre a empresa e a pista de pesca, do outro lado do rio, mas o atual caudal do rio não permite a instalação da estrutura. «A avaliação feita, e conforme o rio está, não é viável tecnicamente instalar uma ponte», esclareceu Álvaro Coimbra, presidente da Câmara de Penacova, referindo, contudo, que a solução «não foi colocada de parte», mas «também não será no curto prazo». «É esperar que o rio baixe e volte cá o Exército», explicou.
Urbano Marques, contudo, defende que seja encontrada uma solução na atual via interdita que permita, pelo menos, a passagem de camionetas de menor dimensão. «Se os militares pudessem colocar a ponte naquela via poderia ser feito agora ou daqui a um mês no máximo», defendeu.
Projeto do IP3 previa zona de lazer e acesso que não existe
O projeto de construção do IP3 (décadas de 80 e 90), previa uma zona de repouso e um acesso às Caldas de Penacova, o que nunca se concretizou, inviabilizando, por isso, outra forma de acesso às instalações da empresa. Urbano Marques lembra que «havia dinheiro cabimentado» para esse projeto e garante que tem ainda «esse desenho», da então Junta Autónoma de Estradas.
Lembra também que na altura da expropriação do terreno a contrapartida seria um novo acesso, numa altura em que já se previa que naquele espaço viria a nascer a empresa. «Comeram o dinheiro todo nas obras, o IP3 derrapou 99,5%», critica.












