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Vírus contagioso provoca vómitos e diarreias a cerca de 30 alunos da Escola Inês de Castro

Autoridades de saúde e autarquia estão a investigar a origem do norovírus que levou 19 crianças até ao Hospital Pediátrico. Intoxicação alimentar está, à partida, posta de lado

Um norovírus - um vírus contagioso que causa infecção gastrointestinal, chamada gastroenterite viral, com sintomas como diarreia intensa seguida de vómitos e, muitas vezes, febre, que pode afetar adultos, seniores e crianças - estará na origem de vários casos de alunos da Escola EB 2,3 Inês de Castro que, desde sexta-feira, apresentam sintomas de vómitos, diarreia e dores musculares.

A informação foi confirmada ao Diário de Coimbra por Miguel Antunes, vereador responsável pelo pelouro da Educação da Câmara Municipal de Coimbra, que aponta para 19 o número de crianças e jovens que frequentam aquele estabelecimento de ensino que foram assistidos no Hospital Pediátrico de Coimbra, sendo que um ainda se encontrava ontem internado para observações.

Além destes 19, haverá ainda cerca de uma dezena de alunos com sintomas ligeiros, que não tiveram necessidade de observação hospitalar, informou Miguel Antunes.

De acordo com o responsável, as autoridades de saúde, após avaliação dos vários casos, estarão a descartar à partida a possibilidade de intoxicação alimentar, o que não significa que o vírus não tenha tido a sua origem num alimento.

Tal levou a autarquia a enviar para análise todos os alimentos ingeridos pelos alunos durante o dia de sexta-feira, assim como a fazer uma análise à água da escola, cujos resultados deverão ser conhecidos ainda durante este fim de semana.

Neste momento, a autarquia, assim como as autoridades de saúde - e não havendo nenhum caso entre os alunos com sintomas que apresente maior preocupação - estão focadas em perceber qual a origem deste vírus, não descartando nenhuma possibilidade.

Até mesmo a de ter sido um elemento da comunidade escolar a “levar” o vírus para a escola, propagando-o depois.

Miguel Antunes diz que, para já, não há motivo para pensar no encerramento da escola, pelo que deverá funcionar normalmente na segunda-feira.

De acordo com o que foi possível apurar, ontem ainda não era possível saber ao certo quantos alunos apresentavam sintomas, mas o vereador acredita que o número não cresceria muito mais.

A diretora do agrupamento, Ermelinda Vilela Cruz, falou ao Diário de Coimbra em mais de 20 casos, tendo também confirmado que houve pais e encarregados de educação que levarem as crianças até ao Hospital Pediátrico, apresentando sintomas de vómitos, diarreias, dores abdominais e tonturas para serem avaliadas.

 

De acordo com a responsável os primeiros casos começaram a ser-lhe reportados na sexta-feira à noite e ontem à tarde ainda não era possível dizer ao certo quantos alunos apresentavam sintomas. No entanto, serão mais de 20 os casos reportados.

De acordo com a responsável, foi inicialmente difícil encontrar o motivo destes sintomas, sendo estranha a possibilidade de intoxicação alimentar, uma vez que não foi encontrado «um padrão» entre todos os alunos com sintomas que pudesse confirmá-lo. Com a copa do refeitório em obras, os alunos comeram o chamado “almoço volante” - uma sopa e hambúrguer no pão - (o Diário de Coimbra sabe que já no dia anterior tinham comido uma refeição rápida).

No entanto, como conta a diretora, «há alunos que comeram ambos os alimentos e estão bem, há outros que só comeram um e tiveram sintomas».

«Inclusive há alunos que já tiveram sintomas na quinta-feira»,diz, o que faz com que «seja ainda prematuro» avançar com uma causa para esta situação.

De acordo com Ermelinda Vilela Cruz, tudo está a ser feito em articulação com todas as entidades para encontrar a causa desta indisposição dos alunos, inclusive está prevista uma análise à água da escola para perceber o que está na origem deste caso.

A diretora, tal como o vereador, garantem que todos os pais e encarregados de educação serão informados dos passos dados pela escola e dos respetivos resultados.

Fevereiro 8, 2026 . 08:30

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