
Santana Lopes garante cumprir promessa dos centros de saúde
O tema dos centros de saúde na Figueira da Foz voltou a estar em discussão na última reunião de câmara, na sequência de comunicados emitidos recentemente pelo PS e pela Junta de Freguesia de São Julião. Ambos revelavam «preocupação» pela possibilidade de não se concretizarem as obras anunciadas pela autarquia para a reabilitação e construção de novas unidades de saúde no concelho. «As povoações que estavam à espera dessas infraestruturas, afinal, não as vão ter (…) Estamos nesta situação: foi uma promessa como qualquer outra promessa em campanha eleitoral», atacou João Paulo Rodrigues, vereador do PS, lançando o desafio de a Câmara Municipal esclarecer as populações sobre a estratégia para resolver este assunto.
«Só há uma coisa que posso dizer: o que foi prometido, será cumprido. Temos a estratégia para o fazer, será feito. Não me vou alargar em considerações, havemos de ir buscar o dinheiro que é preciso», asseverou o presidente figueirense em resposta ao vereador do PS. Além disso, Pedro Santana Lopes garantiu que a construção de um novo Centro de Saúde no Bom Sucesso vai concretizar-se. «É um caso que me preocupa bastante, pois é uma freguesia que está numa extrema do concelho e há sempre uma sensação ali de marginalização por parte das decisões do município… O Centro de Saúde do Bom Sucesso, de uma maneira ou de outra, será uma realidade», frisou.
«Só há uma coisa que posso dizer: o que foi prometido, será cumprido. Temos a estratégia para o fazer, será feito. Não me vou alargar em considerações, havemos de ir buscar o dinheiro que é preciso», asseverou o presidente
Recorde-se que no Orçamento para 2026, o município reservou 10,6 milhões de euros (ME) para a requalificação das unidades de saúde de São Julião, Maiorca e Buarcos (este já em curso) e a construção das novas unidades de saúde no Paião, Bom Sucesso, São Pedro (também em curso) e Tavarede (auto de consignação para a empreitada assinado ontem). Porém, o facto de os concursos públicos “esbarrarem” no sucessivo aumento do orçamento apresentado pelas empresas tem atrasado o início das obras, o que, consequentemente, afetará a sua conclusão dentro dos prazos estabelecidos pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) até 31 de agosto de 2026.
«Temos tentado fazer todos os esforços para lançar concursos e ter concorrentes para essas empreitadas», atestou Ricardo Silva, vereador das Obras Públicas. Por sua vez, Olga Brás, vereadora da Saúde, indicou que o município continua a negociar as verbas que faltam, representando um investimento na ordem de 1,5 ME. «Temos contratos de financiamento assinados com a tutela e não há para além dos contratos de financiamento, porque quando foram assinados, as verbas do PRR afetas à saúde foram todas comprometidas. A grande questão que se coloca é o timing para a conclusão destas obras», referiu Olga Brás.











