
Festival de Música e Ópera com nova temporada
O 1.º Festival de Música e Ópera, realizado no ano passado, revelou-se um sucesso. «Correu muito bem», afirma Jorge Silva, responsável pela produção da Ritornello – Associação Cultural. Foi o primeiro programa apoiado pela Direção Geral das Artes (DGArtes) desenvolvido pela companhia, que articulou espetáculos de música clássica e de ópera e apresentou um programa cultural diferenciador em diversos pontos da região e do país, conquistando novos públicos.
«Valeu a pena», adianta Jorge Silva, que refere, com particular satisfação, o último concerto, na Igreja de Santa Cruz, em Coimbra, com «uma moldura humana fantástica», «a igreja estava cheia», sublinha.
Um êxito que justifica o 2.º festival, que, de resto, já estava planificado e representa «um compromisso com a DGArtes», no quadro de um programa bienal, a desenvolver até ao final do ano, com uma programação centrada na música e na ópera e uma atenção especial aos públicos de Coimbra e de Condeixa-a-Nova.
Programação que arranca no dia 7 de fevereiro, “fora de portas”, em São Martinho de Anta, Sabrosa, com o Quarteto Santa Cruz e Paulo Vaz de Carvalho. Um espetáculo a realizar no Espaço Miguel Torga, pelas 18h00. Segue-se, nos dias 28 e 29 de março, respetivamente na Igreja de Santa Cruz, em Coimbra, e na Igreja Matriz de Condeixa-a-Nova, às 19h00 e às 19h00, o Quarteto Santa Cruz a apresentar “As Sete Últimas palavras de Cristo na Cruz”, de J. Hayden. Um concerto com momentos de declamação, a cargo de Mário João Alves.
Depois da música, a ópera, “As Sombras de uma Azinheira”, no dia 3 de maio, no Grande Auditório do Conservatório de Música de Coimbra, que constitui um dos «pontos altos» deste 2.º Festival. Trata-se de uma homenagem a Álvaro Laborinho Lúcio, jurista e professor universitário, antigo ministro da Justiça, falecido em outubro do ano passado, e autor do romance que inspirou a ópera. Uma ópera que a Ritornello estreou a 25 de abril do ano passado, no Convento São Francisco, em Coimbra, com a presença de Laborinho Lúcio. “As Sombras de uma Azinheira” conta com música de Amílcar Vasques Dias, encenação de Mário João Alves e direção de António Ramos, com Eduarda Freitas a assinar o libreto. A Ritornello volta a apresentar esta ópera no dia 10 de outubro, no Teatro Sá de Miranda, em Viana do Castelo.
Ainda em maio, destaque para os recitais de violino, a solo, de Clara Ramos, na Biblioteca Municipal de Cantanhede, no dia 9 (17h30) e no Mosteiro de Celas, em Coimbra, no dia 10 (17h30). Setembro traz ao palco Diogo Patrício, em dois recitais de violoncelo a solo, primeiro no Convento São Francisco (dia 4, às 19h00) e depois no Museu Nacional de Conimbriga (dia 5, às 17h00). Também em setembro, o Quarteto Santa Cruz, acompanhado pela mezzo-soprano Raquel Winica e pela bailarina Catarina Costa e Silva, oferece dois espetáculos, no Conservatório de Música de Coimbra, no dia 12, e no Cine-Teatro de Condeixa-a-Nova, no dia 13.
Outro ponto alto do programa, de acordo com Jorge Silva, acontece no dia 5 de outubro, com a Camerata Joanina a apresentar-se na Capela Real de S. Miguel – Capela da Universidade de Coimbra, para um concerto inteiramente dedicado a música do século XVIII, com a direção musical de Enrico Gatti.
Novembro leva o Quarteto de Santa Cruz e Paulo Vaz de Carvalho ao Teatro Ribeiro da Conceição, em Lamego, no dia 14, e dezembro reserva três momentos especiais, com a Camerata Joanina, acompanhada pela solista Clara ramos, a apresentar “As 4 Estações”, de Vivaldi. «Será um momento sublime», perspetiva Jorge Silva. O primeiro espetáculo é no dia 1, na Sala Afonso Henriques, do Convento São Francisco, seguindo-se dia 18, no Pavilhão Multiusos da Junta de Freguesia de Cernache, para culminar dia 19, na Igreja de Santa Cruz, em Coimbra.











