
Seixo da Beira parte para votos com empate entre Seguro e Ventura
Em Seixo da Beira, a luta fez-se “taco a taco” entre António José Seguro e André Ventura. Sabe-
-se que um dos dois será o próximo Presidente da República, eleito a 8 de fevereiro, e se em muitas localidades o resultado expresso na primeira volta das eleições presidenciais já espelha uma tendência de voto, em Seixo da Beira não. É que nesta freguesia do concelho de Oliveira do Hospital, os dois candidatos mais votados, que passaram à segunda volta das eleições, obtiveram exatamente o mesmo número de votos: 195 para cada lado, seguidos, à distância, pelo candidato apoiado pelo PSD, Marques Mendes, e pelo “almirante das vacinas” Henrique Gouveia e Melo, num universo de 1.355 eleitores inscritos em que votaram 699 (51,59%).
Na luta que agora é a dois, em Seixo da Beira dividem-se as opiniões sobre quem será o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa. Valerão, nesta disputa, os eleitores que votaram fora do eixo Seguro/Ventura porque entre os apoiantes de cada um dos dois candidatos, o voto expresso a 18 de janeiro deverá ser para manter a 8 de fevereiro.
Enquanto os dois candidatos continuam a medir forças na campanha eleitoral pelo país, esgrimindo argumentos de apelo ao voto, em Seixo da Beira a vida corre pacatamente nestes dias, ao ritmo de um tempo adverso que convida mais à permanência em casa do que a discussões de rua. Num pequeno estabelecimento comercial da aldeia, o proprietário é perentório a afirmar que «os do Chega são mais radicais e não têm problema em dar a cara». Mas “seguristas”, atira, «vai ser difícil encontrar quem fale». «Dos 25 aos 45 anos, aqui, de certeza que votaram Ventura», assegura ainda o comerciante que, dada a sua profissão, quer ter toda a clientela na sua loja, por isso prefere não se manifestar em relação às suas opções políticas. Mas tanto José Mendes como Isabel Cardoso, que entretanto entram na loja e se juntam à conversa, admitem que o seu “x” vai para André Ventura. «Chega! Vivi 50 anos a pedalar uma bicicleta sem rodas«, diz José Mendes, admitindo de André Ventura que «pode haver muita coisa escondida, mas ele é um homem de garra». «Vivemos 50 anos de ditadura e outros 50 pior. Os ladrões andam à solta», acrescenta, garantindo que dia 8 lá estará para votar, «se Deus quiser». «E faço muita força que ele ganhe», acrescenta, frisando que «o Ventura nunca esteve no poder, merece a oportunidade».
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