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População unida pela recuperação e limpeza

Kristin deixou rasto de destruição na freguesia onde, ontem foram constituídas brigadas de trabalho para ações de limpeza e de ajuda

Para muitos, o fim de semana é sinónimo de mais algumas horas de sono ou de descanso, mas, por estes dias, em vários locais, não se poupam esforços na tentativa de recuperar a normalidade possível o quanto antes. Exemplo disso é Almalaguês, onde ontem foram constituídas brigadas de trabalho para ações de limpeza e de ajuda às zonas mais afetadas pela Depressão Kristin.
No cemitério da freguesia, os danos estavam à vista de todos e muitos foram os que começaram a ação neste espaço. Varrer, retirar objetos partidos, colocar as jarras de pé...não havia mãos a medir para o tanto que havia a fazer. «Temos equipas formadas para ir a sítios específicos», salientou o presidente da Junta de Freguesia de Almalaguês, Luís Lemos, dando conta de que foi recebendo várias chamadas de populares que gostariam de se juntar às brigadas de trabalho, mas que não puderem, porque ficaram com danos em casa ou tiveram de ficar a ajudar os vizinhos.
Os escuteiros (Agrupamento 1233 Almalaguês) estiveram na linha da frente desta mobilização de solidariedade e cancelaram mesmo todas as atividades regulares para que o maior número de pessoas se unisse pela recuperação da freguesia. «Não conseguimos ficar em casa perante as dificuldades da nossa aldeia. O tempo estará frio e a chuva não vai ajudar, mas a nossa união fará a diferença», lia-se na publicação a desafiar a população para a mobilização de solidariedade.

Agrupamento 1233 Almalaguês cancelou as suas atividades para unir o máximo de pessoas à causa

Desde o apoio logístico, com transporte e distribuição de bens, passando pela preparação de refeições para as equipas no terreno, até às equipas de trabalho para limpezas, desobstrução ou reforço de estruturas, toda a ajuda fez a diferença.
Logo pela manhã, Luís Lemos adiantava ao Diário de Coimbra que era necessário limpar valetas e linhas de águas, até porque as previsões de chuvas fortes não permitem deixar ninguém descansado, sem esquecer que, muitas habitações, ficaram com telhados danificados e a precisar de intervenção. «Não podemos estar só a contar com os bombeiros e com os nossos funcionários, porque a freguesia é grande. Se a comunidade puder ajudar é ótimo», continuou, num momento em que uma equipa de sapadores florestais cortava uns eucaliptos que estavam a obstruir uma estrada secundária e noutro ponto da freguesia, outra equipa retirava as árvores de grande porte que na noite da depressão caíram sobre cabos elétricos. De quarta a sexta-feira, Almalaguês esteve às escuras e, até ontem de manhã Flor da Rosa ainda não tinha eletricidade. «Fomos a última freguesia a ser reposta a energia. Não tem sido fácil. A média tensão sofreu dano grande, as equipas estão na rua», salientou o autarca.

Fevereiro 1, 2026 . 10:20

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