
Município da Figueira promove cidadania ativa nos jovens
O Programa Educativo MyPolis, dirigido a alunos do 3.º Ciclo do Ensino Básico, tem vindo a ser aplicado nos agrupamentos de escolas Figueira Norte, Figueira Mar e Paião, nos anos letivos 2024/2025 e 2025/2026. Esta foi uma aposta do Município da Figueira da Foz com o intuito de promover a participação cívica, a cidadania ativa e o espírito crítico nos jovens. «É muito importante, sobretudo após o período pós-pandémico, em que as pessoas começaram a pensar muito nelas e a pensar pouco na cidadania. É uma forma de começarem já, de tenra idade, a pensar e a olhar para o lado. Estes alunos estão num processo de aprendizagem e são os futuros decisores políticos, portanto, nada como começarem já a questionar e a pensar sobre a sua localidade, a sua aldeia, a sua cidade», explicou Olga Brás, vereadora com o pelouro da Educação, em declarações ao Diário de Coimbra.
Após sete sessões em sala de aula, os estudantes do 8.º ano das escolas básicas Infante D. Pedro, em Buarcos, e Pintor Mário Augusto, em Alhadas - só não estiveram presentes os alunos da Dr. Pedrosa Veríssimo, no Paião, devido aos efeitos da passagem da depressão Kristin na madrugada da passada quarta-feira, sendo a margem sul do concelho uma das mais afetadas - apresentaram ontem as problemáticas identificadas e as respetivas soluções. A iniciativa “Assembleia de Transformadores Sociais” teve lugar no Auditório Madalena Biscaia Perdigão e, coincidentemente, realizou-se três dias depois de uma intempérie que deixou um rastro de destruição na Figueira da Foz.
«É uma oportunidade que eles têm numa nova situação de calamidade, porque estamos agora em estado de calamidade, de apontarem situações que até nos podem passar ao lado e ajudarem a mitigar os constrangimentos que estamos neste momento a viver. Ao também terem conhecimento das instituições locais podem até, e não tem mal nenhum, porem em causa aquilo que nós decidimos e obrigar-nos a pensar se o caminho que estamos a percorrer é, efetivamente, o mais correto», sublinhou Olga Brás.
Por sua vez, Cristina Briceag, da MyPolis, salientou a importância da implementação deste programa educativo nos estabelecimentos de ensino. «Temos o objetivo de aproximar os jovens da participação cívica e da literacia democrática, através de algumas ferramentas educativas que nós próprios criamos e implementamos em escolas, com a ajuda dos professores. O nosso intuito é formar, acima de tudo, cidadãos e cidadãs com espírito crítico apurado e mostrar que é possível, independentemente da nossa idade, criar uma mudança na nossa comunidade. Através das nossas ferramentas, capacitamos os jovens para criarem essas mudanças», elucidou o responsável ao nosso jornal, durante a sessão de ontem.









