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Região em alerta pelo risco elevado de cheias

Zonas historicamente inundáveis, nomeadamente junto aos rios Mondego, Ceira e Arunca, já estavam ontem a sentir a subida do nível das águas

Zonas tradicionalmente suscetíveis a inundações, como é o caso de Coimbra, Figueira da Foz, Montemor-o-Velho e Soure, pela sua proximidade aos rios e ribeiras, estão em alerta máximo desde ontem, tendo em conta a subida do nível das águas que ontem já se começou a sentir e, ao longo das próximas horas poderá intensificar-se. Em Montemor-o-Velho, alerta o presidente José Veríssimo, o risco de cheia «é real» e há várias estradas do concelho que já estão cortadas devido a alagamentos. Na zona dos Casais, em Coimbra, o dique do rio estava a libertar água pelas juntas de dilatação e era evidente a preocupação dos moradores daquela zona.

Um dos últimos avisos da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), emitido ontem a meio da tarde, alertava, precisamente, para o previsível aumento dos caudais dos rios da bacia hidrográfica do Mondego, «em particular nas áreas historicamente vulneráveis dos rios Ceira e Mondego», aconselhando-se, por isso, a «medidas cautelares preventivas».

Os primeiros impactos nas zonas mais baixas dos rios Ceira e Mondego já se sentiam a meio da tarde de ontem. De realçar que, segundo o comunicado da ANEPC, às 16h00 de ontem o aumento do caudal no rio Mondego na ponte Açude de Coimbra era de 1.457 metros cúbicos por segundo.

«É expectável, nas próximas horas, o aumento de caudais elevados nos rios Mondego e nos rios Ceira, alva e Arunca», alertava ontem a ANEPC.

Ontem, num balanço feito a meio da tarde, o presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho manifestava a sua intranqualidade perante o volume de água que estava a ser depositado no rio Mondego pelos seus afluentes. «O açude está a debitar 1.350 metros cúbicos por segundo, o que é uma quantidade grande, o primeiro fusível - saída de água de emergência do rio - já está a libertar para o campo, na saída do Choupal», alertou o autarca, admitindo que o problema do momento era a entrada de água dos rios Ega e Arunca no Mondego que já demonstrava «falta de capacidade de encaixe».

«Há risco elevado de cheia», afirmou José Veríssimo, informando que há várias vias cortadas no concelho porque «não queremos pessoas em risco». Assim, não se circula em várias estradas de Pereira, na EN341 (Formoselha – Granja do Ulmeiro), na Rua Casal dos Mouros em Formoselha, na Estrada do Campo (Formoselha – Santo Varão), no Pontão da Lavariz (Carapinheira), na EM 601 (Ereira – Santa Olaia, nas Meãs do Campo (via de acesso à Estrada do Campo) e na Estrada entre Verride e Marujal/Alfarelos.

Vários moradores de Formoselha, Casal Novo do Rio e Moinho da Mata estavam ontem a ser alertados para a possibilidade de subida das águas e inundações em habitações

Janeiro 30, 2026 . 07:40

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