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Chaminé da “discórdia” já foi demolida em Arganil

Símbolo da era industrial em Arganil, a chaminé estava implantada nos terrenos onde está a ser construído o novo SUB e Centro de Saúde

A chaminé que integrava o terreno adquirido pelo Município de Arganil, para a construção do novo SUB e Centro de Saúde de Arganil, depois de muita contestação, foi demolida na passada segunda-feira de manhã. A necessidade da demolição desta infraestrutura já tinha sido um assunto levado à reunião de Câmara pelo PSD, no final do mês de dezembro do ano passado, porém os três vereadores do Partido Socialista não estiveram de acordo, com a demolição a ser aprovada por maioria, com quatro votos a favor do PSD e três votos contra do PS.
Na ocasião, e na declaração de voto apresentada, os vereadores socialistas Rui Silva, Cristina Figueiredo e José Miguel Nunes reiteraram que «o património não é um obstáculo, mas sim um ativo que deveria ser integrado com dignidade no novo Centro de Saúde, tal como havia sido previsto». «Assistimos a um ato de crueldade patrimonial», afirmaram posteriormente em nota informativa, sustentando que «estas estruturas são preservadas em todo o país como símbolos de uma era industrial e que em Arganil, a maioria do executivo PSD prefere o caminho mais fácil, da destruição em vez da preservação».
Por seu turno, Luís Paulo Costa, presidente da Câmara de Arganil, explicava, em comunicado, que a chaminé seria demolida por motivos de «segurança estrutural», dando a conhecer que, atendendo «à sua relevância e ao enquadramento no novo equipamento de saúde», promoveu uma avaliação técnica «aprofundada» da estrutura, realizada pelo Itecons, cujas conclusões apontaram para «fragilidades significativas, excedendo as tensões de tração admissíveis, o que significa que a chaminé não cumpre os critérios atuais de segurança estrutural».

Comunidade tem-se dividido em relação à demolição da chaminé, com pessoas contra e outras a favor

A chaminé acabou por ser demolida, com a autarquia a lançar um concurso de ideias, no sentido de «desafiar arquitetos a apresentar propostas para um novo elemento arquitetónico que marque o espaço e substitua simbolicamente a antiga chaminé». «A sua substituição, por razões de segurança, não deve apagar essa memória, mas antes ser uma oportunidade de a reinterpretar e adaptar aos dias de hoje», acrescentava o edil.
Nas redes sociais as opiniões dividem-se, com alguns internautas a favor da demolição, como é o caso de Ricardo Almeida, que refere, que «se eventualmente a chaminé viesse a cair em cima do novo SUB e Centro de Saúde de Arganil, colocando em risco vidas humanas, os decisores eram todos uns irresponsáveis», sugerindo que «podem promover um abaixo assinado para fazerem uma mini chaminé no local». Já outras pessoas ficaram contra essa decisão da autarquia de Arganil, como Teresa Salvado, que considerou «se havia perigo de derrocada ou de cair, já tinha caído».

Janeiro 28, 2026 . 08:50

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