
Monografia preserva memória histórica e cultural de Taveiro, Ameal Arzila
Dois anos depois de ser apresentada a proposta de compilar num livro a memória da terra, das gentes, a cultura e costumes de Taveiro, Ameal e Arzila, a Resenha Histórica da autoria de João Pinho, com paginação, design e perfácio de Nuno Beirão, foi ontem apresentada na sede da União de Freguesias (UF) de Taveiro, Ameal e Arzila, num espaço que se «mostrou pequeno para tantas pessoas», entre residentes, entidades civis, religiosas e militares, como enalteceu o atual presidente. «A vossa presença é demonstrativa do interesse em saber o que está neste livro», com Cândido Malva a dizer mesmo que «são vitaminas para continuarmos a fazer o que temos feito nesta meia dúzia de dias de mandato».
Neste que é o primeiro «trabalho de fundo» publicado sobre a União de Freguesias, como afiançou o conimbricense historiador e investigador João Pinho, é apresentada «uma visão abrangente e multidisciplinar do território da “borda do campo”», com a ambição de «preservar o seu património histórico e cultural», ao mesmo tempo que se constitui como um «contributo para a história do município» de Coimbra. Porque, como defendeu o autor da obra, «perder a memória é perder o passado» e nas suas páginas «nem um nem outro foram esquecidos», trazendo-os para o presente e para memória futura. No mesmo sentido foram as palavras de Nuno Beirão, natural de Vila Pouca do Campo, a quem coube a apresentação da “Resenha Histórica de Taveiro, Ameal e Arzila”, definindo-a como um importante «instrumento cultural e histórico», da União de Freguesias constituída em 2013, no âmbito da reforma administrativa nacional. É, por isso, «uma leitura essencial para quem vive ou viveu aqui ou que simplesmente quer conhecer a história» deste território.

Folheando a monografia, os leitores irão encontrar referências aos usos e costumes das gentes destas freguesias, bem como à etnografia e gastronomia, com «várias curiosidades» que irão «mostrar e dizer, sobretudo aos mais novos» o que «as localidades foram no passado», algumas delas com «relevância decisória» em tempos, recordou Cândido Malva. Também na sessão de apresentação da obra, o vereador da Câmara Municipal de Coimbra com o pelouro das Freguesias, congratulou-se por «este investimento determinante para a preservação da nossa identidade cultural que vive nas palavras simples, nos gestos, tradições e na forma como as comunidades se identificam». Para Ricardo Lino este é um «investimento da União de Freguesias no futuro», reconhecendo que vai além «das suas características geográficas» e que «não se faz só de infraestruturas mas também de cultura e de conhecimento».
No seu entender, esta monografia de Taveiro, Ameal e Arzila contribui decisivamente para o «enriquecimento da memória do município» uma vez que noutras freguesias este trabalho também já foi feito por João Pinho, nomeadamente em São João do Campo, Botão, Eiras, Santa Cruz, Arzila, Souselas, Anobra, Midões, S. Martinho do Bispo, Almalaguês e Ribeira de Frades. A obra será oferecida a todas as coletividades e associações destas localidades, estando disponível para aquisição por 25 euros na sede da UF.
Atual executivo termina o que anterior iniciou
Cândido Malva começou a sua intervenção dando conta de que o seu executivo terminou o que nasceu com o anterior presidente. Não sendo possível estar no que apelidou de «momento único para a nossa União de Freguesias» as palavras escritas pelo ex-autarca Jorge Mendes foram lidas pelo atual presidente da UF. «Com o contributo de todos, aliado à grandeza das freguesias, a obra nasceu» tendo ficado pronta no final do mandato» disse.











