
Queda de neve leva ao encerramento de várias estradas na região
Um pouco por toda a região de Coimbra, os alertas vão surgindo por parte dos municípios relativamente aos efeitos que a depressão Ingrid está a provocar. Cortes de estradas, ontem ao final da tarde, já eram alguns, sobretudo devido à queda de neves nas zonas mais altas do distrito. Arganil, Oliveira do Hospital e Pampilhosa da Serra eram, ao final do dia, as zonas mais afetadas pela queda de neve, mas com o avançar das horas, o manto branco ia-se formando e estendendo a novas zonas. De acordo com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), a região de Coimbra era a que registava maior número de ocorrências relacionadas com o mau tempo, mas nenhuma de especial gravidade.
Em Arganil, o município alertou, nas suas redes sociais, para o corte da circulação automóvel em algumas estradas devido à queda de neve, nomeadamente na EN344, entre Monte Frio e Castanheira da Serra, N508, entre Penedos Altos e Parrozelos, e CM1355, entre Alto do Tojo e Malhada Chã. A Câmara Municipal alerta para a «falta de condições de segurança para a circulação» nas vias em causa, pelo que «apela ao respeito pela sinalização temporária no local».
Na Lousã, as «condições meteorológicas adversas« obrigaram ao encerramento da EN236, acima do Candal, junto à cortada para o Catarredor, perto do Talasnal. Também a estrada das Hortas, em Cacilhas, junto à cortada para o Chiqueiro, se encontra cortada à circulação.
«Máxima prudência na circulação» e «evitar deslocações necessárias«, sobretudo nas zonas de maior altitude, era o que aconselhava ontem o Município de Oliveira do Hospital que, nas suas redes sociais, lançava especial alerta relativamente à queda de neve que ia pintando o concelho de branco, ao gelo que se ia formando nas estradas e a baixa visibilidade, fatores que aumentam significativamente o risco de acidente» . De acordo com o município, a Estrada Municipal 508, junto ao cruzamento da Gramaça, assim como os acessos ao monte Colcurinho e Nossa Senhora das Necessidades, encontravam-se interditos à circulação automóvel devido à queda de neve.
Na Pampilhosa da Serra, devido à «intensa queda de neve» o Município encerrou temporariamente as estradas municipais 547, entre a N112 e Fajão, 1401 entre Unhais e Covanca, 1416 entre Moradias e Soerinho, 1374 entre Unhais e Barroca e a via que liga Vidual a Casa do Guarda.
Em Miranda do Corvo foi cortado o acesso à Serra da Lousã pelas Souravas e Gondramaz.
Em Penacova, não foi a neve a causar danos, mas o aumento do caudal do rio Mondego, o que levou à interdição da passagem de pessoas e veículos em determinadas zonas da cota mais baixa, nomeadamente na zona ribeirinha da Rebordosa e na pista de pesca. O município lembra que estas zonas são «historicamente mais vulneráveis» às cheias provocadas pelo aumento do caudal do rio.
O Município de Montemor-o-Velho, não tendo registo de cheias até ao final do dia, lançou um alerta devido ao risco acrescido de cheia e inundações em zonas historicamente mais vulneráveis, bem como de alagamento de vias rodoviárias.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê para estes dias, até amanhã, um agravamento do estado do tempo em Portugal continental devido aos efeitos da depressão Ingrid, com precipitação, por vezes forte, vento, agitação marítima e queda de neve. |
Região de Coimbra registou um total de 94 ocorrências
Num balanço feito às 18h30, o Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra registava um total de 94 ocorrências nos 19 municípios da região, envolvendo um total de 327 operacionais com apoio de 155 viaturas. O maior número de ocorrências dizia respeito a quedas de árvores, com registo de 48 situações, mas os bombeiros também foram chamados para muitas movimentações de terras, inundações, quedas de estruturas e limpezas de via. O concelho mais afetado foi Coimbra, que registou um total de 28 ocorrências relacionadas com a depressão Ingrid, seguido do concelho da Mealhada, com 15 ocorrências, Arganil, com nove, e Figueira da Foz, com oito.
A nível nacional, o balanço da Autoridade Nacional de Emergência a Proteção Civil feito até às 17h00 de ontem apontava para um total de 722 ocorrências. sendo que a região de Coimbra era a mais afetada, seguida da Área Metropolitana do Porto e Grande Lisboa.
A ANEPC recordava ainda que os efeitos do mau tempo podem ser minimizados através da adoção de comportamentos preventivos adequados, sobretudo nas zonas mais vulneráveis.











