
Agrária regista variedades próprias de sementes
Feijão “Agrária Coimbra 201” e Pimento “Agrária de Coimbra 301”. Estas são as duas variedades de sementes próprias registadas pela Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC), confirmou a instituição em comunicado. Estes dois registos surgem no âmbito do programa de melhoramento de plantas da ESAC-IPC, que integra o projeto europeu LiveSeeding e, de acordo com Pedro Mendes-Moreira, professor e investigador principal do CERNAS, as sementes de ambas as variedades encontram-se em multiplicação para poderem ser disponibilizadas aos agricultores o mais breve possível.
Em concreto, o Feijão “Agrária de Coimbra 201” é uma variedade de crescimento indeterminado, desenvolvida pela Agrária «em modo de produção biológica». «Teve origem num cruzamento realizado em 2021 entre duas variedades tradicionais (“Patalar” e “Manteiga”), recolhidas na zona de Condeixa-a-Nova», confirma a Agrária.
A aprovação do registo desta variedade de feijão aconteceu em 2025, após ter sido submetida ao Catálogo Nacional de Variedades: Espécies agrícolas e hortícolas em 2024.
«Trata-se de um recurso genético adaptado à agricultura biológica e à produção local, sendo especialmente indicado para sistemas diversificados, como policulturas, consociações e rotações de culturas», avança a Agrária, adiantando que se trata de uma variedade adequada tanto para a produção de vagens como de sementes, «podendo ser amplamente utilizada na gastonomia regional e integrando-se de forma natural na dieta mediterrânica».
Já o Pimento “Agrária de Coimbra 301” é tradicional do pimento doce da região do Sabugal. A variedade foi mantida por agricultores locais e «está adaptada a condições de baixo consumo de fatores de produção e a agricultura biológica. «A população tem sido selecionada e multiplicada na ESAC em modo biológico». Em 2025, obteve o registo oficial em Portugal como variedade de conservação. Este pimento pode ser consumido fresco, assado, grelhado ou recheado, sendo adequado a sistemas agrícolas de baixo uso de fatores de produção e com maior resiliência ambiental. O seu cultivo contribui para a preservação do património agrícola e para a manutenção da diversidade genética.











