
Falar sobre amor e esquecimento através do teatro
“O que fazer quando alguém de quem gostamos nos começa a esquecer?” A pergunta é o mote para “O Avô tem uma Borracha na Cabeça”, um espetáculo para a infância e famílias, com texto de Rui Zink, que pode ver hoje, a partir das 16h00, no Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV).
“O Avô tem uma Borracha na Cabeça” é bem mais do que apenas uma peça de teatro. Ao contar a história da amizade entre um avô que lentamente vai perdendo as memórias e o neto inventor que se dedica a descobrir uma cura, dá, através da sensibilidade de uma criança, uma lição importante: a de que «o amor é mais forte do que o esquecimento».
Esta criação que leva «à cena a complexidade das relações familiares, diante das adversidades do esquecimento e da demência» - os dois temas centrais deste trabalho artístico -«mergulha no universo dos sentimentos e desafios enfrentados pelas famílias que convivem com idosos acometidos por condições como a “doença de Alzheimer” e outras demência» e mostra como «a arte, e mais especificamente o teatro, pode ser um meio poderoso para favorecer o diálogo e a empatia».
Este avô não está sozinho. A perda gradual de memória é uma realidade que afeta cerca de 200 mil famílias em Portugal, com particular destaque para a doença de Alzheimer, «que não apenas transforma a vida dos pacientes, mas também as dos familiares», o que justifica abordar esta temática de uma maneira «aberta e sensível», como acontece com este espetáculo.
«A narrativa de Rui Zink, rica em emoção e simplicidade, serve como uma ferramenta vital, demonstrando que a ficção é um caminho eficaz para enfrentar e compreender duras realidades», avança o TAGV, em comunicado, prometendo «irreverência e humor, de um estilo acessível e direto, com uma perspetiva crítica em torno do tema e de uma enorme empatia e humanidade».
“O Avô tem uma Borracha na Cabeça” é apresentado pela Varazim Teatro que «tem afirmado uma missão clara: promover a reflexão crítica em torno de temáticas urgentes e socialmente relevantes, utilizando o teatro como meio de intervenção cultural e cívica».
A Varazim Teatro conta com mais de 55 criações teatrais no seu repertório, testemunho de um percurso consistente e comprometido com a criação artística e o envolvimento cívico.











