
Demolição de chaminé em Arganil continua a gerar discórdia
A controvérsia em torno da decisão do Município de Arganil de demolir a chaminé, instalada no terreno onde decorrem as obras do SUB e Centro de Saúde de Arganil, por motivos de segurança, parece estar longe de ter um fim. O tema foi levado à reunião de Câmara, pela própria vice-presidente da autarquia, que fez questão de dar uma resposta ao PS que, em comunicado, manifestou total desacordo com a decisão tomada. Já os vereadores do PS defendem que deve ser pedida ao ITeCons, Instituto de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico para a Construção, Energia, Ambiente e Sustentabilidade, soluções para que a chaminé possa ser mantida.
Aludindo ao comunicado do PS, a vice-presidente afirmou que as declarações dos socialistas são «desconectadas da realidade técnica que sustenta a decisão». A autarca recordou que o projetista entendeu incluir no mapa de trabalhos da empreitada, a mandar executar pelo empreiteiro, um conjunto de ensaios e estudos relativos à estabilidade da chaminé industrial, tendo sido contratado para a realização desses ensaios o IteCons que concluiu que «acautelar a segurança de pessoas e bens e pautar pela responsabilidade implica demolir a chaminé da antiga fábrica da resina». «Como está tecnicamente bem demonstrado, a manutenção da chaminé existente não é uma solução viável, exclusivamente por razões de segurança estrutural, independentemente de quaisquer intervenções de reparação que pudessem ser equacionadas», declarou Paula Dinis.
Assim sendo, afirmou ainda a edil, «subsistem duas opções: construir uma réplica da chaminé existente, ou instalar outra solução diferente que resulte de participação pública», tendo-se optado por um concurso de ideias, «desafiando arquitetos a apresentar propostas para um novo elemento arquitetónico».
Apesar das explicações, os vereadores do Partido Socialista persistem na manutenção da chaminé, sugerindo que sejam pedidas soluções para esse efeito, junto do IteCons. «Podia ser solicitado à mesma entidade que encontre uma solução de recuperação da chaminé, pois é de alta importância para o concelho, pertence a uma fábrica que teve um impacto económico na região enormíssimo», referiu o vereador Rui Silva.
«Não devíamos partir para a demolição sem que haja um relatório que nos diga que, factualmente, não há uma solução, esse relatório nunca foi solicitado e é por isso que nos debatemos», corroborou o vereador José Miguel Nunes.
Por seu lado, Luís Almeida, vereador do PSD, sublinhou que lhe «parece difícil ignorar» o parecer do IteCons, que já indicou que a estrutura «está em risco de colapso».












