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Novo diretor do Colégio das Artes aposta na renovação

José Maçãs de Carvalho tomou posse, marcando assim um momento de "renovação" para a unidade orgânica da Universidade de Coimbra.

O Colégio das Artes da Universidade de Coimbra (UC) viveu ontem um momento de renovação com a tomada de posse de José Maçãs de Carvalho como novo diretor. Mudança que acontece num momento em que «o papel do Colégio das Artes ganha relevo no seio da UC», afirmou Amílcar Falcão, reitor da Universidade de Coimbra.

José Maçãs de Carvalho recordou que «esta unidade orgânica (Colégio das Artes) iniciou-se em 2009, com as primeiras turmas a acontecerem em 2010», sendo o novo diretor um dos alunos dessas turmas de 2010.

Depois disso, «iniciei a minha atividade como docente no Departamento de Arquitetura em 2017 e exerci um cargo de subdiretor de 2017 a 2020», contou.

Na cerimónia de tomada de posse, o novo diretor do Colégio das Artes indicou vários objetivos deste mandato de um ano e meio. «Rentabilizar o facto de termos uma Galeria de Arte, credibilizada com um histórico de várias exposições desde 2011 e agora integrada na rede portuguesa de arte contemporânea, tornando-se agora um laboratório de trabalho para os estudantes», é o primeiro aspeto.

Além disso, há também a intenção de «consolidar a participação dos Alumni, quer na sua participação em seminários, quer em coligações que refletem as suas investigações», assim como de «reforçar o corpo docente da instituição», revelou José Maçãs de Carvalho.

A realização da Manifesta, bienal nómada de arte contemporânea europeia, em 2028 em Coimbra, assim como o desenvolvimento do projeto Coimbra Bauhaus, que já conta com cerca 60 projetos de investigação, são «aspetos relevantes para um ganho de importância do Colégio das Artes», considerou o reitor da UC. «Esta mudança na direção do Colégio das Artes é um impulso para que consigamos dar continuidade a isso, não significando que não tenha existido um bom trabalho anteriormente, mas este é um momento importante para mudar», acrescentou.

Para Amílcar Falcão, a mudança de direção deve-se a vários fatores. Um deles é o facto de «nos próximos anos termos em Coimbra o Bauhaus, a Manifesta e o Anozero, projetos culturais de arte». Por outro lado há ainda uma «necessidade de continuar a refletir sobre artes na UC», disse o reitor.

Nesse sentido tem sido estudada a possibilidade de uma unidade orgânica mais dedicada à Arquitetura que ainda não avançou. O reitor considera que este é «um assunto que merece ser pensado», apesar de não saber quanto tem­po demora essa reflexão. «O mais importante é que o Colégio das Artes tenha novas ideias, sugestões, valências, am­bições para a área das artes que a UC não pode deixar de trabalhar», declarou.

Janeiro 13, 2026 . 15:20

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