
32,7 milhões de euros aprovados para os Serviços de Transportes de Coimbra
A Câmara Municipal de Coimbra aprovou hoje, por maioria, a proposta de orçamento dos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC) para 2026 no valor de 32,7 milhões de euros (ME).
A proposta de orçamento foi aprovada na reunião de hoje do executivo municipal, com votos favoráveis da coligação Avançar Coimbra (PS/Livre/PAN) e da vereadora do Chega, contando ainda com a abstenção da coligação Juntos Somos Coimbra (PSD/IL/CDS-PP/Nós,Cidadãos!/PPM/MPT/Volt).
De acordo com o vereador Luís Filipe (Avançar Coimbra), o valor do orçamento para 2026 tem “subjacente uma diminuição da receita”.
“A entidade AGIT [Agência para a Gestão do Sistema Intermodal da Região de Coimbra], que vai gerir as receitas dos passes intermodais, ainda não tem o seu orçamento aprovado e, por isso, entendeu o Conselho de Administração, que ainda não sabia qual a receita que iria ter acesso”, justificou.
Segundo o autarca, assim que a AGIT aprove o seu orçamento, a parte de receita que vai ser definida para os SMTUC será acrescentada a este orçamento.
No seu entender, esta proposta de orçamento era “a saída possível”, justificando que a “opção era não ter orçamento”, depois da administração ter cessado funções.
“Era obrigada a apresentar o seu orçamento e não o fez”, salientou a presidente da Câmara, Ana Abrunhosa.
Já a vereadora da coligação Juntos Somos Coimbra, Ana Bastos, que se absteve, apontou falhas ao documento, “desde logo no que é a sustentação e fundamentação”, referindo ainda a redução de cortes de cinco milhões de euros, associada à perda e bilheteira e de financiamentos.
“Acho que este orçamento não tem condições para ser, simplesmente, estudado e analisado com rigor e com um sentido político e construtivo como merece”, afirmou.
Maria Lencastre Portugal, eleita pelo Chega, entende que, apesar de os SMTUC serem um serviço público essencial, o documento não reúne “as condições técnicas e financeiras” que permitam um voto favorável e sem reservas.
No entanto, “irei dar um voto de confiança e de esperança no futuro”, indicou.









