
Novo presidente do ISEC quer reforçar parcerias
Nuno Cid Martins foi ontem empossado presidente do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra e deixou, nas primeiras palavras dirigidas à comunidade académica, a certeza de que a liderança não será distante, nem com gabinetes fechados. Para a instituição, na parte de escola de ensino e de investigação, assumiu o reforço de ligação à sociedade e às empresas, não apenas como destino de estágios mas como parceiros estratégicos.
Empossado pela presidente do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC), Cândida Malça, o sucessor de Mário Velindro revelou-se consciente «dos desafios importantes», que são também oportunidades «para fortalecer a instituição». O ISEC, disse, orgulha-se da sua identidade e de pertencer ao IPC, a quem prometeu lealdade e contribuição ativa para que o Instituto Politécnico «seja mais forte, mais coeso e mais reconhecido».
Ao sublinhar que uma instituição motivada é imparável, Nuno Cid Martins dirigiu-se diretamente a estudantes, docentes e não docentes que formam o ISEC. Aos primeiros, garantiu-lhes que não são apenas números para a estatística, «são o sentido último do que aqui fazemos». Queremos, afirmou o professor e investigador de Engenharia Informática e Sistemas, «cursos exigentes, rigor e um ensino com significado, com ligação ao mundo real», através de projetos, práticas e estágios «com portas abertas para o futuro». É claro, reconheceu, «aprender engenharia dá trabalho, mas queremos garantir que esse trabalho vale mesmo a pena».
Para os colegas, o novo presidente do ISEC, com mandato até 2030, falou de confiança, diálogo e profissionalismo», na certeza de que uma escola de excelência só existe se os docentes tiverem «condições para ensinar bem, investigar melhor e inovar sem burocracias desnecessárias». O presidente será parceiro e não obstáculo, assumiu.
Dirigindo-se aos trabalhadores não docentes, realçou a importância que têm para o funcionamento do ISEC, entendendo que sem serviços motivados nunca haverá uma transformação real. Nuno Cid Martins quer os serviços motivados, respeitados e valorizados, e um ambiente de trabalho em que «o profissionalismo conviva com a dignidade e o reconhecimento».
Com o auditório principal do ISEC bem composto, Nuno Cid assumiu desde já que vai haver reforço na ligação às empresas e a outras organizações, «não apenas como destino de estágio», mas «como parceiros estratégicos, como co-criadores de soluções». O futuro do ISEC «faz-se em ligação direta com a sociedade», sustentou, ao afirmar que é aí que o ISEC quer estar, «no ponto de encontro entre conhecimento e a sua aplicação».
Com Nuno Cid Martins vão estar os vice-presidentes Simão Paredes e Susete Fetal, também empossados ontem.
Depois de reconhecer qualidades à nova equipa, como coragem e compromisso, a presidente do IPC assinalou os tempos exigentes, com a engenharia no centro das grandes transformações na sociedade – inteligência artificial, transição digital, sustentabilidade, inovação industrial ou respostas globais. São desafios que «colocam ao ISEC a responsabilidade de olhar o futuro com ambição, antecipando mudanças e liderando inovações», apontou Cândida Malça, ao sublinhar a importância de manter e reforçar a relevância da escola no panorama regional e nacional, como «referência incontornável no ensino, na investigação, na ligação à sociedade e à economia».
O ciclo que agora começa exige «acelerar o desenvolvimento do ISEC, «fazer mais, fazer melhor e sobretudo fazer mais rápido», o que passa por simplificar processos, potenciar talentos e incentivar a inovação pedagógica, criando-se «condições para que as boas ideias se concretizem com eficácia», disse, ao frisar que os obstáculos não devem travar mas sim mobilizar». O IPC, concluiu, está do vosso lado.











