
Mancha foi além do futebol para dar jantar solidário
«O [dia] de Reis é um dia em que muitos se esquecem destas pessoas», mas a Mancha Negra não. Voz ativa no apoio à Associação Académica de Coimbra – Organismo Autónomo de Futebol (AAC/OAF), os adeptos juntam-se anualmente para levar mais longe o apoio social e, em conjunto com a Associação Integrar e vários voluntários, servem refeições aos mais necessitados.
A ligação à cidade por parte da Mancha Negra é um facto inegável, e uma das formas que desenvolveram de “devolver” a Coimbra foi o seu jantar solidário. «Este ano contamos com um creme de legumes, um rancho e sobremesa», contou Rodrigo Silva, porta-voz escolhido do grupo de adeptos. O restaurante Arco-Íris forneceu a sopa e o restaurante Casa das Enguias apoiou com o rancho e na preparação das refeições, o que prova a «força dos voluntários» e o interesse em ajudar a comunidade.
O objetivo, em concreto é «levar às pessoas com menos possibilidades uma refeição» digna e «companhia» que nesta altura, em especial, «faz falta», sublinha Rodrigo Silva. «É uma altura dura em que muitos ficam esquecidos» o que motiva «ainda mais» a força de grupo e ações deste género. O jovem adepto relembra que, até dia 28 de fevereiro, a sede da Mancha estará aberta a receber «comida e agasalhos, como cobertores e casacos» que seguirá para apoiar as pessoas em carência. «As refeições, por exemplo, também não são apenas para hoje» indica, mencionando que cerca de 50 foram dadas na noite de ontem a quem se deslocou até junto do Pavilhão Jorge Anjinho (onde se localiza a “casa” do grupo), mas muitas outras foram distribuídas por pontos de recolha como o Cais e a Cozinha Solidária, sendo que «a ajuda não é apenas hoje» e sim espalhada por vários dias.
Rodrigo Silva atenta que «ajudar é sempre bom» e que cada um «pode fazer a diferença» apoiando como pode, desejo que se multiplica por toda a equipa da Mancha Negra que organizou o momento (Ana Santos, Rui Marques, Tiago Neves e o presidente Francisco Sobral).
Integrar em apoio
A Associação Integrar tem um papel fulcral no desenvolvimento desta atividade, sendo a entidade que sabe onde encontrar e como melhor cuidar das pessoas em situação de risco. «Isto já é uma tradição» conta Ana Catarino, da direção da Integrar, que explicou que tudo começou com um membro em comum entre a associação e a Mancha.
Como representantes da equipa de intervenção, Dora Rigueiro, Beatriz Almeida e Íris Almeida também falaram ao Diário de Coimbra sobre a importância destes momentos. «É importante saber que podemos ajudar e que providenciamos momentos de socialização» identifica Íris Almeida, reforçando que «muitas destas pessoas encontram-se isoladas da sociedade e é importante manter e promover estas atividades para garantir que não perdem certas faculdades, principalmente a de socialização».
Em alerta para a comunidade, a associação deixa o apelo a que se identifiquem as situações encontradas de pessoas em dificuldades através dos contactos destinados para tal efeito, 239 718 390, 914 729 357 ou [email protected] (Centro de Acolhimento e Reinserção Social), npisacoimbra@ cm-coimbra.pt (Câmara Municipal de Coimbra) ou Linha 144 (Segurança Social). «É muito importante sinalizar as pessoas que passam por dificuldades para que se possa agir em conformidade» onde, respeitando sempre a independência de cada um, devem ser empregues medidas «que dignifiquem a pessoa» e que ajudem a diminuir dificuldades.










