
Escola de Enfermagem quer ser unidade orgânica de excelência
«Vivemos um momento histórico na vida da escola». Palavras de Maria da Conceição Bento, diretora da Escola Superior de Enfermagem da Universidade de Coimbra, na cerimónia de tomada de posse, realizada ao final da manhã, com a Sala do Senado completamente cheia. É o regresso, praticamente oito anos depois, da diretora, que foi presidente da Escola Superior de Enfermagem entre 2006 e 2018 e volta a assumir a liderança da instituição, agora como unidade orgânica da Universidade de Coimbra.
Uma integração que, sublinhou, representa «a concretização de um desejo antigo», que pelo menos desde 1998 mobiliza a instituição e do qual a nova diretora foi acérrima defensora. «Um desejo sustentado na convicção profunda de que a enfermagem, enquanto área do conhecimento científico, deve ter pleno espaço no universo académico universitário, como sucede em muitos países do mundo», esclareceu.
Um desejo «construído, pensado e amadurecido ao longo de décadas», que mereceu uma «reflexão estratégica», um «debate informado», «decisões exigentes» e uma «espera paciente», disse ainda a nova diretora, para quem não se trata de «um ponto de chegada», antes de «um momento de consciência coletiva sobre um percurso feito e sobre o percurso que se abre à nossa frente». «Um momento em que a Escola se reconhece a si própria, no tempo longo da sua história, e se projeta com clareza e ambição no futuro». Mas é também um «compromisso assumido com um caminho para o futuro», disse Conceição Bento, para quem a integração na Universidade de Coimbra deve ser entendida «como um processo em construção, progressivo e exigente», para cumprir com «maturidade institucional», «com realismo» e «com visão»
Um caminho que abre novos horizontes, pois «permitirá fortalecer a cultura académica e científica, ampliar redes de colaboração, reforçar a interdisciplinaridade e afirmar, na relação com outras áreas do saber, a identidade própria da enfermagem enquanto disciplina científica». Um caminho que, salientou, também permitirá «oferecer aos estudantes uma experiência académica mais rica e plural, pelo contacto com outras áreas do conhecimento, outras artes e outros modos de pensar, favorecendo uma formação mais densa, crítica e culturalmente exigente».
Num longo discursos, amplamente aplaudido, Conceição Bento recordou os 144 anos da Escola de Enfermagem e uma herança «sólida, resiliente e capaz de se reinventar», que permite hoje, «afirmar com confiança que somos uma Escola orgulhosamente UC, consciente do caminho percorrido e igualmente consciente do caminho que ainda importa trilhar».
Um novo ciclo de vida que começou hoje mesmo, com a tomada de possa da nova diretora, que apresentou as linhas estratégicas do mandado, que pretendem afirmar a escola como «unidade orgânica de referência, reconhecida pela qualidade do ensino, da investigação, da inovação e do serviço à comunidade». Conceição Bento deixou, ainda, um amplo agradecimento a todos as direções da Escola e deu a conheceu a equipa com a qual vai trabalhar no próximo biénio.
O reitor recordou o longo caminho que conduziu à integração da Escola Superior de Enfermagem na Universidade de Coimbra, processo formalizado em abril de 2025 e que teve agora o seu momento institucional, com a tomada de posse da diretora. «A melhor forma de começar o ano de 2026», disse. Amílcar Falcão sublinhou a importância estratégica desta integração ao nível da área da investigação clínica. «Fechámos um ciclo, muito importante para a afirmação da saúde em Coimbra», considerou, garantindo todo o apoio da Reitoria a Conceição Bento e à sua equipa.











