
Memórias: Praça 8 de Maio e Rua do Padrão ocupavam topo da lista de desastres
Uma camioneta que «seguia a grande velocidade pela Rua da Sofia», às 23h00 do dia 10 de dezembro de 1937, despistou-se ao entrar na Praça 8 de Maio quando «teve de fazer uma rápida manobra de desvio a fim de não chocar com um automóvel». «Dessa manobra resultou o veículo de mercadorias ter galgado a placa para peões da Praça 8 de Maio, colhendo nessa altura os srs. António Barbosa, empregado da Auto-Industrial, e António Celso Craveiro, empregado público, que foram curar-se de ligeiros ferimentos ao banco do hospital, recolhendo depois a suas casas», noticiou o Diário de Coimbra no dia seguinte.
Ali ao lado, na Rua Visconde da Luz, ocorreu a 7 de outubro do mesmo ano uma tragédia que deixou a cidade em choque. O pequeno Francisco Cruz Neves da Costa, de quatro anos e meio, que se encontrava no passeio junto à loja de vidros da firma Neves & C.ª, Lda, de que o pai era sócio, morreu esmagado por um automóvel que se despistou ao tentar ultrapassar o carro elétrico n.º 9, da linha 5 de Montes Claros.
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