
Entre a memória e o futuro o ACM Coimbra não para
Com 107 anos de história, a Associação Cristã da Mocidade (ACM) de Coimbra atravessa um dos momentos mais estáveis do seu percurso centenário. Fundada oficialmente em 20 de junho de 1918, a instituição mantém-se fiel à sua matriz original, mas adaptada às exigências do presente, sustentada por novas instalações, uma gestão rigorosa e projetos que apontam claramente ao futuro.
«O ACM, à partida, está numa boa posição, quer social, quer financeira», sublinhou Fausto Carvalho, presidente da Direção. «Estamos sem pressões a esse nível e temos vindo a desenvolver atividades na área do desporto, da cultura e também da intervenção social junto da comunidade». A estabilidade financeira, reconheceu, resulta de «uma gestão bastante apertada, mas com objetivos bem definidos», condição essencial para garantir a continuidade dos projetos em curso.
Atualmente, o ACM acolhe cerca de 1.300 associados e praticantes. «Para uma instituição como a nossa, não se pode dizer que é pouco», afirmou o dirigente, reconhecendo, ainda assim, que a associação continua a lutar por maior visibilidade.
No plano desportivo, o leque de modalidades é amplo e diversificado: judo, aikido, kendo, ténis de mesa, pesca desportiva, ginástica rítmica e atividades físicas de manutenção.
Na vertente cultural, destacam-se as danças, com especial enfoque no ballet, integrado num programa internacional com Inglaterra que permite às bailarinas obter certificação reconhecida fora do país, além do flamenco e das danças sevilhanas.
Entre os projetos estruturantes do presente está o apoio a um projeto olímpico interno, criado pela Direção. «Reconhece-se que o Bernardo tem boas condições para poder evoluir e estar presente nos grandes eventos internacionais, inclusive numa aposta para ir aos Jogos Olímpicos», referiu Fausto Carvalho, aludindo a Bernardo Tralhão, judoca e treinador fortemente ligado ao ACM, mas lembrando que «há mais dois ou três atletas mais jovens que podem ter um percurso ao mesmo nível».
“Manutenção de instalação Implica grandes recursos”
O futuro passa, inevitavelmente, pela preservação do património e pela modernização das infraestruturas. «A manutenção das instalações implica grandes recursos», admitiu o presidente, apontando como prioridade a instalação de um elevador, para garantir acessibilidade a pessoas com mobilidade reduzida. Em paralelo, a associação quer reforçar a sua intervenção cultural e social, com projetos como as Conferências de Ocaso e o pólo de Foz de Arouce, que está em amplo crescimento e desenvolvimento.
«O futuro é a manutenção daquilo que temos e o cumprimento dos projetos, como o do Bernardo e outros», resumiu Fausto Carvalho. Uma missão que procura afirmar o ACM como herdeiro de uma identidade histórica, mas também como um espaço vivo, aberto à comunidade e preparado para continuar a escrever a sua história no século XXI.











