
DC Memórias: Em defesa da criação de um museu da vida académica
O Diário de Coimbra publicou na edição de 27 de fevereiro de 1938 um artigo em defesa da criação de um museu académico nesta cidade. Assinando com as iniciais J.V., o autor recordou, a propósito do «recente doutoramento» do médico Fernando Correia (1893-1966), antigo estudante da Universidade de Coimbra, a ideia por este lançada no seu livro “Vida Errada» (editado em 1935) para se abrir ao público um espaço destinado à valorização da história e do espólio da academia.
«“Vida Errada”, em que se descreve um pouco da vida académica coimbrã, foi, como tantos outros livros, neste Portugal onde pouco se lê, um livro que nem todos leram, principalmente aqueles a quem a ideia do museu podia ter interessado, daí o alvitre ter morrido. Pretendemos, agora, conseguir que nos oiçam todos aquele que podem transformar numa realidade o Museu Académico de Coimbra», apelou.
Para J.V., «nenhuma cidade universitária poderia, com mais razão, erguer o seu museu académico, do que Coimbra». «Para que esta ideia seja realidade, muito pouco será necessário. Basta que a Associação Académica e a Reitoria da Universidade estejam de acordo; o resto surgirá, como que tocado por varinha mágica, pois não haverá ninguém, velho ou novo, que tenha passado pela Universidade de Coimbra, que não contribua gostosamente para esse museu, que será um relicário de saudades desta Coimbra que todos cantam», desafiou












