
CAC do Hospital Compaixão em Miranda do Corvo já atendeu mais de 3.300 doentes
Oficialmente aberto desde 1 de fevereiro de 2025, o Centro de Atendimento Clínico (CAC) do Hospital Compaixão, de Miranda do Corvo, atendeu, até ao último dia do ano, um total de 3.329 doentes. Um número significativo, avançado em comunicado pela Fundação ADFP, proprietária do hospital, que insiste no alargamento do horário de funcionamento do serviço que permitiria atender ainda mais doentes.
«A Fundação ADFP que tem insistido com a ULS de Coimbra para alargar o horário de funcionamento espera que o horário seja alargado durante 2026», refere, em comunicado, a Fundação ADFP, acreditando que é «fator limitativo de uma maior procura» o horário reduzido, das 18h00 às 22h00 nos dias úteis e ao fim-de-semana e feriados das 10h00 às 18h00.
Igualmente a impedir que o número de atendimentos seja «bastante superior» é, segundo a ADFP, o «mau funcionamento da Linha Saúde 24», que «sistematicamente dificulta e se recusa a encaminhar pessoas com doença aguda, a necessitar de cuidados, para o CAC de Miranda do Corvo, Hospital Compaixão».
Os 3.329 doentes atendidos residem maioritariamente nos concelhos de Lousã e Miranda do Corvo e, em menor número, são oriundos de Coimbra, Condeixa-a-Nova, Góis, Penela e Vila Nova de Poiares.
Ainda de acordo com informações da ADFP, para garantir a qualidade do atendimento, feito com triagem de enfermagem e consulta médica, foram realizados durante o período de funcionamento, 447 Rx, 30 eletrocardiogramas e 395 análises. Foram realizados 148 tratamentos (99 pensos; 2 oxigenioterapia; 10 nebulizações; 3 algaliações; 6 soroterapias; 28 suturas) pela equipa multidisciplinar constituída por médico, enfermeiro, técnico de radiologia, auxiliar.
Aos doentes foram administrados 720 fármacos nas suas diferentes formas (endovenoso, intramuscular e oral), sendo que os mais administrados foram analgésicos e antipiréticos, passando também por antibióticos, corticoides e anti-heméticos.
«Para facilitar a vida aos doentes a Fundação tem oferecido, à noite, medicação para as primeiras horas no domicílio, permitindo que o doente só tenha de ir à farmácia na manhã seguinte», frisa a Fundação, convicta de que «o CAC do Hospital Compaixão contribui para melhorar o funcionamento das urgências dos HUC e do Hospital Pediátrico em Coimbra, ao reduzir o número de doentes».
«Se os centros de saúde forem aliviados de atender doentes agudos os médicos de família ficam com mais tempo para atender com qualidade os doentes crónicos», anota ainda a ADFP, lembrando que o CAC é uma resposta que garante serviço de proximidade, maior comodidade e rapidez, menos perda de tempo e menor risco para a saúde, pois a permanência durante horas dos doentes nas urgências hospitalares facilitam o contágio de doenças infeciosas.










