
ESEUC cria dispositivo médico e simulador
A Escola Superior de Enfermagem da Universidade de Coimbra (ESEUC) está a apoiar o desenvolvimento de um fato que simula limitações do envelhecimento de forma progressiva e de uma caneta que avalia glicemia e coagulação sanguínea. As inovações foram premiadas em concurso promovido pela ESEUC, no âmbito do INOVC+, projeto de transferência de conhecimento e tecnologia para o setor empresarial.
O “SENESUIT: Fato de Simulação Biomecânica e Neurofisiológica do Envelhecimento Senescente” vai ser «uma ferramenta de simulação avançada concebida para reproduzir, de forma controlada e progressiva, o declínio das funções corporais associado ao avançar da idade do ser humano», explica a escola.
«Ao contrário dos fatos de simulação atualmente existentes, que recorrem sobretudo a pesos e restrições mecânicas estáticas», o projeto apresentado por cinco docentes e investigadores da ESEUC, Alberto Barata, Isabel Gil, Paulo Costa (promotor principal), Maria de Lurdes Almeida e Pedro Parreira, «foi desenhado para permitir modulação graduável e mensurável de limitações a nível funcional, aproximando-se de padrões fisiológicos reais do envelhecimento», sublinha.
Citado no documento, Paulo Costa adianta que o sistema vai integrar «componentes pneumáticos de rigidez variável, sensores e módulos de estimulação neuromuscular, todos coordenados por software próprio, o que possibilita a simulação de diferentes níveis e perfis de declínio funcional de forma reprodutível».
O docente da ESEUC, da Unidade Científico-Pedagógica de Enfermagem do Idoso, espera «que o “SENESUIT” ajude o utilizador a compreender como a acumulação gradual de alterações biomecânicas e neuromusculares condiciona a mobilidade, a segurança e a autonomia da pessoa mais velha».
Destinado, em primeiro lugar, à formação de estudantes e profissionais da áreas da saúde e social, o futuro fato de simulação do envelhecimento «poderá, também, ser utilizado em programas de capacitação de cuidadores informais e de profissionais que trabalham diariamente com pessoas mais velhas», refere Paulo Costa.
Por sua vez, o “Pen2Scan” pretende ser um equipamento portátil dirigido a pessoas com diabetes e alterações da coagulação, que lhes permitirá fazer a punção, a colheita de sangue e a avaliação imediata dos valores de glicemia e de coagulação sanguínea.
Em forma de caneta, o projeto de dispositivo médico foi apresentado por três recém-licenciadas em Enfermagem (Ana Monteiro, Núria Mena e Salomé Galvão) e pela bolseira de investigação Inês Almeida.
Destina-se a doentes e instituições de saúde, tendo também a vantagem de reduzir a dor nos procedimentos.











