
Ano Jubilar marcado pela esperança chega ao fim com partilha de vários testemunhos
O Ano Jubilar da Esperança chegou ao fim após ter trazido diversos encontros de esperança ao longo do ano na Diocese de Coimbra. No encerramento desta celebração foram partilhados testemunhos de três peregrinos da esperança.
O primeiro a refletir sobre o seu ano foi Mário Fernandes, seminarista da Diocese de Coimbra. O aprendiz de padre admite que «quando o Jubileu começou eu não sabia o que esperar», mas este «mostrou-me que a esperança cristã está nos gestos simples». Para Mário Fernandes, «somos todos servidores da esperança» e ser servidor e cuidador da esperança «desafia-nos a nunca baixar os braços e a amar todos, mesmo em momentos de desânimo». «O sentimento de ver a nossa diocese a caminhar junta para um mesmo sentido e horizonte foi especial», considera. Porém, é importante não esquecer que «o Jubileu termina mas o compromisso permanece».
Seguiu-se o testemunho de Catarina Fraga, que enfrentou um desafio ao longo deste ano. Enfermeira de profissão, encontra-se em casa devido a uma doença oncológica que lhe apareceu há cerca de um ano, coincidindo com o Ano Jubilar. «A família, a comunidade da Unidade Pastoral da Mealhada e os amigos foram um suporte». Mas o apoio não ficou por aqui, visto que «Deus foi fundamental na minha vida, já o era, mas a esperança cristã é mesmo profunda, é um dom tão bonito e tão bom que não se pode guardar nos bolso, temos de a testemunhar».
Mário Fernandes, Catarina Fraga e Mara deram os seus testemunhos de como foi a vivência do Jubileu da Esperança para eles ao longo deste ano
A Festa da Esperança, que encerrou o Ano Jubilar, teve ainda o testemunho de Mara, esposa de Pedro, que se encontra no Estabelecimento Prisional de Coimbra. Apesar de não ter podido estar presente deixou, através de um áudio transmitido pelo padre Nuno Santos, capelão da cadeia de Coimbra, uma mensagem. O testemunho de Mara relaciona-se com a visita do bispo D. Virgílio Antunes à prisão de Coimbra no início do Jubileu. «O que parece uma simples visita aos reclusos para eles um acontecimento inconcebível». Nas palavras de Pedro, «nunca pensei que o bispo viesse a este sitio escuro trazer uma luz de esperança a nós que estamos à margem da sociedade».
Mara confessa que «o Jubileu da Esperança tem sido vivido com grande intensidade devido à minha esperança de que o Pedro deixasse entrar Jesus no coração, mas também por causa de vários acontecimentos marcantes». Por fim, Mara quis relembrar que o Papa Francisco, «pela primeira vez na história dos jubileus», abriu uma porta santa fora das Basílicas Papais, numa prisão em Roma, em um sinal de proximidade da Igreja com os reclusos. Mara desejou ainda «que o encerramento do Ano Jubilar não seja um fim, mas sim uma continuidade da missão de levar a esperança aos corações dos mais atribulados e necessitados».
Após a partilha dos testemunhos, o encerramento do Jubileu de 2025 terminou com uma Eucaristia presidida pelo bispo da Diocese de Coimbra, D. Virgílio Antunes, que encheu a Sé Nova.
Bispo fez retrospectiva do Ano Jubilar durante homilia
Na eucaristia, D. Virgílio Antunes relembrou à comunidade que «há um ano encontrávamo-nos aqui, na Sé Nova para dar início a este Jubileu na Diocese de Coimbra». Segundo o bispo, «foram muitas as pessoas que ao longo do ano foram peregrinos da esperança, como foi pedido pelo Papa Francisco».
O encerramento do Ano Jubilar aconteceu no domingo da Sagrada Família. «Sagrada Família que é profundamente inspiradora para toda a comunidade», afirmou D. Virgílio Antunes.
O final da eucaristia teve um momento de entrega de cartas às famílias com crianças nascidas ou batizadas durante o Ano Jubilar. «O dom da família leva ao dom da vida e por isso é que quisemos que estivessem hoje presentes essas crianças, porque a vida que está em cada uma destas crianças é fruto do amor destes pais, sendo o sinal maior que Deus nos quis deixar para dar continuidade à humanidade marcada pelo amor».
O bispo da Diocese de Coimbra relembrou ainda o testemunho de Catarina Fraga que viu a sua vida mudar devido a uma doença. «Não é possível aguentar sem o apoio da família que dá esperança».











