
Já abriu loja social da Cruz Vermelha em Borda do Campo
Finalmente concretizou-se a abertura de uma loja social na extensão da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) de Borda do Campo. Este era um projeto da delegação da Figueira da Foz com vários meses de espera e cuja inauguração aconteceu no passado sábado nas instalações situadas na localidade de Porto Godinho.
«Era um ponto de honra nós não largarmos a população de Borda do Campo e tentámos pôr aqui alguns serviços de âmbito social. Tivemos alguns problemas, porque estamos a trabalhar praticamente sozinhos. Mas esperamos agora que as entidades nos prestem algum apoio, mesmo que parco, que seja o suficiente para nos conseguirmos manter», apelou Francisco Leitão.
De acordo com o presidente da delegação da CVP na cidade, não se pode «abandonar» a população residente em Borda do Campo, maioritariamente idosa, que vive «isolada» na margem sul do concelho. «Mais do que um espaço para venda de roupa, até porque os preços são irrisórios, a ideia é termos aqui, sobretudo, um ponto de contacto e de convívio das pessoas. Se a população se reunir, nós conseguimos identificar apoios necessários para elas, nomeadamente, a nível de psicologia», evidenciou o responsável da Cruz Vermelha.
Além disso, Francisco Leitão avançou ao nosso jornal que estará presente, nos dias de funcionamento do espaço, um técnico para a realização de rastreios gratuitos de saúde, focados principalmente em doenças cardiovasculares, tais como medição de tensão, glicemia e colesterol com o intuito de se identificarem riscos. Refira-se que a loja social estará aberta ao público em geral às quartas-feiras, entre as 14h00 e as 17h00.
Durante a cerimónia de inauguração da loja social foi possível verificar a necessidade da realização de obras de manutenção naquele edifício que pertence à Câmara Municipal da Figueira da Foz e foi cedido à Cruz Vermelha. «A nível de infraestruturas está um pouco degradado. Vamos ver se conseguimos, especialmente com voluntariado e eventualmente com o apoio da Junta do Paião e da Câmara da Figueira, dar um jeito para não degradar mais», comentou o dirigente, dando conta que a maior intervenção será ao nível do telhado, visto que a madeira colocada para isolar o teto nos anexos está a apodrecer devido à humidade.
«Vamos ter que fazer uma avaliação, até porque é importante conseguirmos manter este edifício escolar que é uma referência para a população local. Agora vamos pôr vida no edifício e depois, devagarinho, com certeza que iremos conseguir», almejou Francisco Leitão.











