
Incêndio desalojou família
As chamas deflagraram por volta da 1h30 da madrugada, deixando o n.º 19 da Rua da Estação, na Granja do Ulmeiro, inabitável. A família, um casal e três crianças, passou o resto da noite em casa de familiares, onde irão permanecer até ser encontrada uma solução provisória. Ontem, a meio da manhã, Alison Azevedo, o chefe de família, esperava a chegada do perito da seguradora para uma primeira análise. As estimativas não são animadoras. «75% da casa está destruída», disse ao Diário de Coimbra. Todavia, «e o mais importante, é que estamos todos bem», adiantou, em resposta a uma preocupada vizinha que se procurava inteirar do que aconteceu.
Aflita, contou que soube do incêndio pelo filho, que se encontrava no café, na companhia de amigos. Foram eles quem deu o alerta, ao verem um fumo intenso a sair da habitação. Uma moradia de rés do chão e primeiro andar, de construção antiga, recentemente requalificada. «Graças a Deus, senão ficavam lá que nem uns passarinhos!», disse, despedindo-se.
Alison Azevedo tinha acabado de levar a filha para o quarto e não se apercebeu de nada. Só mesmo quando lhe bateram à porta viu a dimensão do drama que atingiu a família em vésperas de Natal.
Bombeiro há cerca de um ano, o brasileiro, oriundo do Nordeste, há cinco anos radicado na Granja do Ulmeiro e motorista de profissão, começou, sem grande êxito, a combater o incêndio, com a ajuda dos vizinhos, que também alertaram os Bombeiros de Soure, que chegaram pouco depois e resolveram a situação.
Residência ficou sem condições de habitabilidade
João Silva, adjunto de comando, admite que as chamas tenham começado na chaminé e recuperador de calor, uma vez que a família tinha apagado a lareira antes de se deitar. Aliás, de acordo com os bombeiros, as chamas estavam precisamente na chaminé, entre os dois pisos, e provocaram danos muito significativos na habitação, cujas paredes têm um grande carga de madeira, embora revestidas com placas de gesso. «Não é perda total porque será possível recuperar alguns eletrodomésticos e mobiliário, mas ao nível da habitação, será para deitar tudo abaixo», prognostica o responsável.
O proprietário refere que os danos se concentraram basicamente nas zonas comuns, com os quartos a ficarem mais protegidos. Ainda não sabia que equipamentos da cozinha poderão estar funcionais e quanto ao recheio em geral, «não conseguimos salvar praticamente nada», disse.
Apesar de desolado, Alison acredita que tudo vai correr bem, pois fez a participação ao seguro e também o construtor, responsável pelas obras de recuperação, concluídas há dois anos, acionou o respetivo seguro.
O casal e os três filhos, dois rapazes e uma menina, passaram o resto da noite em casa dos sogros de Alison, também eles brasileiros, residentes na Granja do Ulmeiro. Uma estadia que o motorista acredita possa ser breve, pois o construtor garantiu-lhe que iria arranjar rapidamente «um sítio» para a família ficar instalada.
Nas operações de combate às chamas estiveram envolvidos 11 operacionais dos Bombeiros de Soure, apoiados por três viaturas. A patrulha da GNR tomou conta da ocorrência.











