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Município aumenta apoio financeiro aos bombeiros

Associação vai receber 7.500 euros mensais para garantir “maior estabilidade” no funcionamento da corporação e 35.000 euros para aquisição de EPI

A Câmara da Figueira da Foz deliberou reforçar o apoio financeiro que é atribuído pela autarquia à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da cidade. Assim, em vez de seis mil euros serão pagos, mensalmente, 7.500 euros, com o intuito de garantir «maior estabilidade» no funcionamento da corporação. Já o apoio atual de 30 mil euros, destinado à aquisição de equipamento de proteção individual (EPI), passará a um total de 35 mil euros com o objetivo de assegurar «condições de segurança a quem presta serviço público».
O anúncio foi feito por Olga Brás, vereadora em representação do presidente Pedro Santana Lopes, durante o seu discurso na sessão solene comemorativa do 143.º aniversário da Associação Humanitária, que se realizou na passada sexta-feira à noite. «O reconhecimento público não pode limitar-se à palavra. O respeito institucional constrói-se através de decisões concretas, estáveis e previsíveis e é nesse plano que importa afirmar de forma clara o compromisso do Município da Figueira da Foz, que se encontra formalizado num protocolo de cooperação celebrado com a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários», sustentou a vereadora, sublinhando que estes valores serão atualizados nos anos subsequentes em alinhamento com a taxa de inflação.

Em noite de festa, a corporação apresentou três novas viaturas e inaugurou os novos balneários

O presidente da Associação Humanitária, Lídio Lopes, ficou «muito satisfeito» com esta decisão, porque os bombeiros «são imprescindíveis à segurança do concelho» e, por isso, considerou que a autarquia «não está a dar nada, mas está sim a investir na segurança dos seus munícipes». O responsável disse ainda que 2026 vai ser um ano de «tremendos desafios» nas várias áreas de atuação dos Bombeiros Voluntários, no entanto, atestou que a corporação figueirense terá «capacidade para abordar a adversidade com força».
Isto porque, além da integração de novos elementos na corporação, a Associação Humanitária viu também ser fortalecida a sua frota automóvel, com a aquisição de três novas viaturas. Estas foram apresentadas à comunidade na sessão solene dos 143 anos dos Bombeiros Voluntários. São elas uma ambulância de socorro, uma viatura de transporte de doentes e uma viatura de mergulhadores.
A corporação aproveitou a noite de celebração para inaugurar ainda os novos balneários/vestiários destinados aos bombeiros, que tiveram um custo de 50 mil euros e que foram pagos com recursos próprios da Associação Humanitária.

Comandante pede valorização da carreira de bombeiro voluntário

Num ano que foi «particularmente exigente», o comandante dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz, Armindo Bertão, agradeceu a colaboração de todos, mas as «palavras especiais» foram dirigidas, sobretudo, àqueles que colocam diariamente a sua vida ao serviço da comunidade. O responsável desejou que os seus bombeiros «continuem a honrar a farda» e que mantenham o «orgulho em servir». Mas para isso Armindo Bertão frisou que «urge repensar e valorizar a carreira de bombeiro voluntário para garantir reconhecimento, dignidade e futuro». O comandante falava após a cerimónia em que foram entregues diversas distinções a vários elementos da corporação pelo seu empenho, dedicação e assiduidade, momento que terminou com a entrega do colar de honra a Daniel Santos, presidente da Assembleia Geral da corporação.

Dezembro 21, 2025 . 09:20

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