
Doar sangue “custa” apenas uns minutos e salva vidas
Apesar de dezembro ser um mês muito associado à solidariedade, é um dos que regista menor adesão à dádiva sanguínea. É uma ação que dura apenas 10 a 15 minutos, mas a que se aconselha a permanência no Centro de Sangue e da Transplantação de Coimbra durante cerca de uma hora, para evitar possíveis fragilidades (tonturas ou quebras de tensão). Mesmo assim, são apenas 60 minutos que podem salvar uma, ou mais, vidas.
«Há uma ideia errada de que o sangue fica em reserva para sempre, mas a verdade é que tem um tempo máximo em que pode ser guardado e utilizado» conta Lídia Matos, enfermeira do Instituto Português do Sangue e da Transplantação. «Em cada dádiva recolhem-se cerca de 470 mililitros, que são repostos nas 24 horas seguintes» porém, a “degradação” do sangue recolhido é rápida «os glóbulos vermelhos têm uma duração de cerca de 42 dias, as plaquetas de cinco a sete dias e o plasma pode durar um ano».
As necessidades de sangue são diárias, sendo ajudadas entre 800 a 1.400 pessoas por dia, justificando-se a continuidade de doações regulares. «Não se contraem doenças pois é utilizado um “kit” para cada utente, as amostras de sangue recolhidas são testadas e os doadores recebem uma carta ou mensagem com os resultados dessas análises. Os homens podem doar de três em três meses e as mulheres de quatro em quatro, ou seja, é possível fazer várias doações por ano».
A banca do centro de sangue estará na Praça do Comércio até dia 23 de dezembro e o Centro de Sangue e da Transplantação de Coimbra está aberto de segunda a sábado, das 08h00 às 19h30, na Rua Escola Inês de Castro, em S. Martinho do Bispo.











