
Protocolo reforça união entre academia e empresas
«O que queremos é criar uma ligação entre o ensino superior e o tecido empresarial», defendeu Carlos Alves, presidente da Associação Empresarial da Serra da Lousã, durante a assinatura do protocolo entre a associação e o Instituto Superior Miguel Torga, que decorreu na Lousã.
A colaboração entre as duas entidades pretende enriquecer a formação das empresas associadas com conhecimento mais académico. «Queremos que o ensino superior entre para dentro das empresas e que as empresas entrem para dentro das salas de aula», explicou Carlos Alves, reconhecendo que este «intercâmbio facilita o crescimento» das micro e pequenas empresas. «A ligação entre empresas e o ensino superior deve ser uma realidade e percebemos que deve ser uma ligação muito próxima, que deve ser trabalhada todos os dias e é isso que queremos com este protocolo», afirmou.
«Sendo uma escola dos 19 municípios, é uma escola que tem uma marca diferenciadora das demais do ensino superior público ou privado, a proximidade fortíssima aos territórios e às necessidades das instituições», afirmou Manuel Castelo Branco, presidente do Instituto Superior Miguel Torga, explicando que o protocolo visa «levar o “know-how” aos empresários , sendo esta relação uma mais-valia para a associação e associados».
O primeiro passo está dado com a assinatura do protocolo e, em janeiro, materializa-se com a realização de um primeiro colóquio sobre a temática «de empresas familiares, as suas particularidades, burocracias», adiantou Carlos Alves. Além disso, está programado um curso breve sobre a gestão deste modelo de negócio, principalmente, para os empresários mais jovens que estejam a iniciar os próprios negócios ou que ficaram com a gestão das empresas de família.
O protocolo prevê ainda a criação da Incubadora da Serra da Lousã com o objetivo de apoiar novas empresas e ainda haverá um conjunto de benefícios para os empresários associados e respetivas famílias em cursos ministrados pelo Instituto Superior Miguel Torga.
Humberto Oliveira, vice-presidente da instituição de ensino superior, realçou que a cooperação será desenvolvida no âmbito da marca “Escola de Coimbra” que se tem focado nos últimos meses na formação não graduada e cursos de menor duração.
Com mais de 400 associados, a Associação Empresarial, representada por Carlos Alves, deixou o convite para que empresas na área da floresta e no turismo de floresta se possam juntar e partilhar as suas dificuldades, desafios e procurar na associação a ajuda que precisam para alavancar os seus negócios.











