
Estudantes querem ser reconhecidos como “principal agente do Ensino Superior”
Diário de Coimbra Assumiu o cargo de vice-presidente no último mandato, liderado por Carlos Magalhães, e por isso conhece bem as pastas mais importantes para a Associação Académica de Coimbra. Quais são as prioridades para este mandato?
José Machado Exatamente por ter esse conhecimento de causa e de fundo consigo enunciar algumas prioridades que não são mais importantes do que outros objetivos do mandato, mas são sim urgentes. Destaco a questão administrativa, onde pretendemos realizar uma reforma administrativa, não só na questão dos processos, dos serviços, como também na orgânica de equipa.
Nós reformulámos a nossa equipa na administração este ano, procurámos reforçar o capital humano disponível para dar resposta, aliado à abertura de uma rede de colaboradores para aliviar um pouco o trabalho e a carga horária da Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC). Ou seja, tentámos delimitar as capacidades dos membros e atribuímos mais funções de superintendência a membros do executivo, nomeadamente, à chefe de gabinete e à tesouraria, para que pudéssemos aqui de certo modo coordenar mais facilmente a administração.
Em paralelo, iremos também elaborar relatórios administrativos e financeiros semanais internas à DG para que possamos acompanhar toda a atividade. E, por outro lado, para apresentarmos os resultados trimestralmente à comunicação social e aos associados, dando a conhecer o estado da casa, numa aposta clara da transparência para com todos os estudantes e associados. A segunda prioridade é demonstrar o nosso posicionamento perante as presidenciais de janeiro. As eleições vão decorrer no dia 18 de janeiro e isso implicará que a partir do dia 3 tenhamos a agenda política já preparada.
De certo modo, queremos sair daqui do edifício perceber que posicionamento ou metodologia política poderemos ter para inovar na forma de entregar mensagens aos candidatos. Nós reconhecemos que a intervenção presidencial poderá ser decisiva em vários aspetos no ensino superior e temos feito este trabalho com alguns dos candidatos que já vieram a Coimbra, nomeadamente, com Marques Mendes e António Seguro. Nessas visitas procurámos sensibilizar os candidatos para as questões centrais do ensino superior. Claro que temos intenção de preparar um documento político, apresentá-lo à academia e à sociedade, após tomarmos posse.
E, por fim, iremos anunciar a nossa agenda para as comemorações dos 40 anos da adesão à CEE [Comunidade Económica Europeia] por Portugal para “repescar” esta veia europeia da Academia de Coimbra, sensibilizando a comunidade para a importância das instituições europeias e do processo de integração europeu.
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