
Assembleia Figueirense vai ter elevador a partir de março
A empreitada para preparar a instalação de um elevador no edifício da Assembleia Figueirense arranca já em janeiro. Após várias obras de manutenção, entre as quais se destaca a substituição da escadaria principal «por uma questão de segurança», este é agora o desígnio da associação centenária para 2026. O objetivo da direção é o de permitir «melhores acessibilidades» a todos aqueles que visitam a instituição, tendo em conta que a maioria dos sócios são pessoas mais velhas. «Felizmente, vamos avançar com este grande projeto. O elevador já está a ser construído e esperamos que em finais de março já esteja a funcionar, porque é uma necessidade», avançou Mário Barreira, em declarações ao Diário de Coimbra.
De acordo com o presidente da Assembleia Figueirense, o novo equipamento e as obras de construção civil representam um investimento um pouco acima dos 40 mil euros. Esta é uma verba da qual a coletividade não dispõe na totalidade e, por isso, espera contar com algum apoio da autarquia. «Eu sei que o nosso presidente [Santana Lopes] está sensível a esta situação. É que apesar de termos o rendimento das rendas [lojas situadas no rés-do-chão do edifício] e o apoio dos sócios, o dinheiro não chega para tudo o que estamos a fazer. Ou paramos com as obras, ou paramos com as iniciativas que têm dado dinâmica a esta casa», explicou o dirigente.
Não obstante, Mário Barreira fez um «balanço positivo» do ano que agora finda e justificou não só com a concretização das várias obras que «eram prementes e necessárias», mas também com a diversidade de atividades levadas a efeito. «Esta é uma equipa dinâmica e temos levado a cabo muitas ações que nos têm dado muito prazer, pois vemos mais de 500 pessoas a frequentarem esta casa semanalmente e isso também exige despesa. Fizemos diversas palestras sobre os mais variados temas, para além de acolhermos lançamentos de livros. Já temos um clube de leitura, uma escola de danças orientais e uma escola com aulas de yoga com professores credenciados. Temos também a escola de teatro com uma sessão semanal, ao sábado à tarde, frequentada por 12 adultos e com um professor credenciado. Todas estas escolas e todos estes grupos trazem muitos jovens e é essa renovação que esta direção quer. Queremos não só uma renovação física, mas também das pessoas que frequentam esta casa», sublinhou o presidente.
De referir ainda que, depois de um interregno de quatro anos, a Assembleia Figueirense recuperou no ano passado a tradição da festa de Passagem de Ano nas suas instalações. «O nosso réveillon já está a ser famoso na Figueira. Pelo segundo ano consecutivo já estamos com lotação esgotada», indicou o dirigente, fazendo ainda referência ao emblemático Festival Internacional de Xadrez. «Tem vindo a aumentar a sua importância ao longo dos anos no panorama internacional, além de que leva o nome desta casa e da Figueira além-fronteiras e eu tenho muito orgulho nisso», atestou Mário Barreira.










