
Natal Serrano mostra a tradição mais autêntica
O Natal «mais genuíno», «mais autêntico», dos «abraços e dos afetos» é o «nosso Natal Serrano». Uma «verdadeira festa da família», que «recupera as tradições», o «cheiro e o calor da fogueira», «os sabores da boa comida» e o ambiente de convívio das aldeias serranas. Palavras de Jorge Custódio, presidente da Câmara de Pampilhosa da Serra, ontem na apresentação do Natal Serrano. Um projeto que «se destaca» entre os dos demais municípios e faz justiça ao «verdadeiro espírito do Natal da serra».
Acompanhado pela vice-presidente, Alexandra Tomé, e pelos vereadores João Neves e Nuno Almeida, Jorge Custódio apresentou o programa do evento, num espaço do Mercado Municipal, uma das zonas mais “arrumadas”, pois, apesar de os preparativos terem começado há semanas, ainda há muito a fazer até dia 11, data da inauguração.
Dentro e fora do Mercado e das mega tendas, era grande a azáfama. Cheirava a madeira fresca, a cola e a verniz. Aromas que, a partir de quinta-feira vão dar lugar ao cheiro do fogo a crepitar, do mato fresco acabado de cortar, das sopas na panela, das tibornadas ou das filhós espichadas, num festival que «é o coração do Natal Serrano», diz o edil.
Jorge Custódio fez saber que, no ano passado, foram «mais de 1.500 kg de farinha» usados na preparação da filhó espichada, o que significa «muitos mais quilos de filhós», confecionadas pelas voluntárias das oito freguesias, que voltam a marcar presença. Filhós que mantêm o seu sabor solidário, com a «receita financeira da venda a reverter para duas IPSS do concelho»: a Creche da Santa Casa da Misericórdia de Pampilhosa e a Creche e Jardim de Infância da Associação de Solidariedade Social de Dornelas do Zêzere.
Escolas dos concelhos vizinhos foram convidados a conhecer o evento e mais de mil alunos têm já visita garantida
«Mais um motivo» a “condimentar” o Festival da Filhó, pois «as senhoras das freguesias sentem que estão a ajudar as instituições e as crianças, e quem compra também sabe que está a ajudar», afirmou. No ano passado a receita apurada registou um recorde de 17.118 euros.
O autarca destacou, ainda, a Eira da Brincadeira, um dos espaços icónicos do Natal Serrano, onde «não há jogos digitais», os telemóveis ficam à porta e a única “tecnologia” é mesmo a dos jogos tradicionais, num desafio à criatividade e à imaginação das crianças.
Referência, ainda, aos artesãos, alvo de uma «seleção muito afinada», confessou o autarca, tendo em conta a crescente adesão. Seleção que premiou os artífices do concelho e da região, em particular, e procurou garantir que «os produtos que apresentam se identifiquem com o espírito do Natal Serrano». Entre artesãos e tasquinhas, são cinco dezenas de expositores. Os primeiros oferecem «uma solução para compras de última hora».
Quanto às tasquinhas, o edil salienta a “liderança” da Santa Casa da Misericórdia, coadjuvada por outras coletividades que garantem «comida típica», boa parte «preparada à volta da fogueira».
Ultrapassar os 14 mil visitantes
«Saiam do conforto do sofá ou dos centros comerciais e venham viver esta experiência com a família. Venham à serra, venham à Pampilhosa da Serra conhecer o Natal de outros tempos, o Natal da nossa memória, da nossa infância», convida Jorge Custódio.
O ano passado o Natal Serrano contou com a presença de 14 mil pessoas, número que a organização espera superar nesta edição.
«Esta marca começa a ser cada vez mais regional, mais abrangente, com pessoas de todo o lado», refere, satisfeito, o presidente da Câmara.
O bilhete custa um euro, de segunda a quinta-feira e dois euros de sexta-feira a domingo. O bilhete geral tem um custo de 12 euros. As crianças até aos 11 anos têm entrada gratuita. Os bilhetes já estão à venda online.











