
Orfeon Académico de Coimbra prepara espetáculo memorável
O Orfeon Académico de Coimbra (OAC), o coro mais antigo do país, está a preparar para domingo «um espetáculo memorável», de celebração dos 145 anos de fundação. Às diferentes gerações de orfeonistas, que terão o seu momento de participação, juntam-se os “Pardalitos do Mondego” e a pianista Inês Pereira, num concerto gratuito marcado para as 18h00 no grande auditório do Conservatório de Música de Coimbra.
Mariana Chichorro, do Conselho Diretivo do OAC, assinalou os 145 anos de história para explicar o mote do espetáculo: «unir variadíssimas gerações de orfeonistas, no público e no palco», com a ligação afetiva que têm entre si a fazer o resto. Bem presente na memória da tesoureira do Orfeon está a recente homenagem, a 4 de outubro, ao maestro Virgílio Caseiro, com os orfeonistas «em massa» na entoação de cânticos. «Foi tão agradável», observou, querendo manter essa conexão, chamando os mais velhos.
Depois, «chamámos parceiros», disse em conferência de imprensa, referindo-se aos «incansáveis» “Pardalitos”, que colaboram com o OAC há cerca de dois anos. O apoio é da Universidade de Coimbra, revelou ao dar a palavra ao diretor artístico Artur Pinho Maria.
O concerto, reforçou o maestro, irá procurar «o envolvimento ao máximo» dos antigos orfeonistas, com alguns no palco e os que estarão na plateia, com temas que todos conhecem e acompanharam a história e várias gerações do Orfeon, com temas das décadas de 80, 90 e 2000, disse, convicto da participação ativa. Será também um momento de convívio e logo a seguir ao concerto haverá um jantar, já com lotação esgotada.
Parceria assente em amizade e confiança
Sobre o repertório, que inclui “Amen”, “Acordai”, medley de “Os Miseráveis” ou temas de D. Pedro de Cristo, o maestro antecipou um possível momento de «constante criação», dependendo «da malta que vai aparecer».
A abertura do concerto será com temas dos “Pardalitos do Mondego”, que irão igualmente atuar em conjunto com o Orfeon. José Reis explicou que o grupo apresenta normalmente espetáculos com uma linha orientadora sustentada na história do fado de Coimbra - que defendem e divulgam há mais de 30 anos -, desde os inícios do século XX à atualidade.
No entanto, no ano passado, por ocasião da celebração dos 50 anos do 25 de Abril de 1974, decidiram produzir um espetáculo diferente, que focasse temas relacionados com a Revolução, «utilizando coro», daí o convite ao Orfeon. Um dos “pardais” é orfeonista, acrescentou o membro do grupo, ao dar conta de «uma parceria sem papéis assinados», mas sim assente em dois pilares: «confiança e amizade».











