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Danças Ocultas convidam a deixar-se “Inspirar” pela luz da sua música

Depois de Lisboa e Porto, com salas esgotadas, quarteto leva sonoridade do novo álbum até ao Conservatório de Música de Coimbra

Uma viagem. Pelo fascínio da música instrumental. Pela sensação de ouvir, sentado num auditório, a banda sonora de um filme, num «convite ao sonho e à imaginação». É o que propõem os Danças Ocultas, um quarteto de músicos muito experientes que chega no próximo dia 13 a Coimbra, mais propriamente ao auditório do Conservatório de Música de Coimbra para apresentar “Inspirar”, o seu mais recente trabalho musical.
Um momento especial. Depois de anos em tourné em vários países, como a Suíça, Áustria, Bélgica, Cabo Verde ou Brasil, depois de parcerias e projetos musicais com diferentes músicos, como Carminho, Dead Combo ou Filarmonia das Beiras, entre muitos outros, Artur Fernandes, Filipe Cal, Filipe Ricardo e Francisco Miguel, decidiram voltar às origens e procurar uma sonoridade que lhes permita chegar ao público, em palco, como Danças Ocultas. «Voltámos a compor e a editar material para levar a palco porque precisávamos de renovar o alinhamento. Depois de tantas parcerias, começámos a sentir que voltávamos sempre às mesmas músicas quando tocávamos sozinhos», confirma, em entrevista ao Diário de Coimbra, Artur Fernandes, para falar neste “Inspirar” que, como o nome sugere, funciona como o voltar a «encontrar um novo fôlego».

Danças Ocultas são um projeto musical desde 1989 e já passaram por vários palcos mundiais, em quarteto ou com outros artistas

«Sentimos necessidade de nos voltarmos a conectar os quatro, de ir à busca de mais luz, de procurar melodias em zonas mais agudas», continua o músico, feliz por esta busca de “voltar a respirar” a música dos Danças Ocultas estar a ser acompanhada pelo público que, no âmbito desta tourné nacional, já esgotou o Teatro de São Luiz, em Lisboa, e a Casa da Música, no Porto e que se espera que provoque o mesmo “deslumbramento” no Conservatório de Música de Coimbra.
«Sentimos que a nossa música se consagra. Os nossos concertos são quase como se convidássemos o público a ver o nosso som, a encontrar a luminosidade e a transparência», continua Artur Fernandes, confessando que este espetáculo e este novo disco está a conquistar aplausos dos que já conheciam os Danças Ocultas e dos que não conheciam e estão a descobri-los agora.
Tocar, pela quarta vez, em Coimbra será, refere Artur Fernandes, uma «enorme honra». Por isso, em nome do grupo, deixa o convite a todos para que vão no dia 13 até ao Conservatório de Música de Coimbra «para descobrir ou redescobrir a proposta musical» dos Danças Ocultas, com a promessa de que não ficarão indiferentes a este “Inspirar” que mais não é do que o resultado de uma «cumplicidade» que caracteriza este quarteto desde a sua criação, em 1989.

Pela quarta vez a atuar em Coimbra

Com o concerto do próximo dia 13, no Conservatório de Música de Coimbra, são já quatro as vezes que os Danças Ocultas atuam para o público de Coimbra e Artur Fernandes não esquece outros momentos vividos pela banda nesta cidade, como é o caso da ida ao TAGV, há mais de 20 anos num projeto de Paulo Ribeiro ou ainda o projeto dos Danças Ocultas com Jaques Morelenbaum, em outubro de 2018, ao vivo no Misty Fest, que decorreu no Convento São Francisco.

Dezembro 1, 2025 . 10:20

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