
Mérito para quem faz da vocação uma forma de vida
oi com emoção e orgulho que o dermatologista Américo Figueiredo, a referência em Saúde Pública Marques Neves e o cardiologista Guilherme Mariano Pego receberam as medalhas de mérito da Ordem dos Médicos (Helena Saldanha também foi distinguida, mas não esteve presente na cerimónia), símbolos de agradecimento «a quem elevou a medicina e a vida das pessoas».
«Os homenageados são médicos/as que, em cada gesto clínico, em cada decisão ponderada, ao longo da vida, honraram o Juramento de Hipócrates, mostraram que ciência e consciência caminham sempre juntas, fizeram da vocação uma forma de vida e abraçaram uma missão: colocar o ser humano no centro de todas as suas decisões», salientou Carlos Cortes, bastonário da Ordem dos Médicos, certo que o exemplo de cada um dos homenageados «inspira e engrandece a medicina».
O responsável deseja mesmo que «estas medalhas sejam um impulso para todos os médicos, para irmos mais longe por uma medicina mais solidária e mais humana».
Manuel Teixeira Veríssimo, presidente da Secção Regional do Centro da OM, classificou a atribuição das medalhas como uma «homenagem a quem fez da medicina uma missão». «Cada medalha representa mais do que um percurso profissional. Representa humanidade, coragem e vocação», sublinhou, acrescentando que os médicos distinguidos destacam-se «pelo seu percurso exemplar, pelo serviço à saúde e aos doentes e pelo contributo à dignificação da profissão».
Em entrevista ao Diário de Coimbra, Guilherme Mariano Pêgo recorda um percurso marcado por «muita dedicação» e, olhando para trás, não tem dúvidas de que «valeu a pena», mas, acrescentou: «não se consegue fazer nada sozinho. A medicina é uma ciência de equipa».
Atualmente, «um avô dedicado aos netos», Marques Neves orgulha-se do trajeto profissional de «quase 50 anos». «Os meus pares reconhecerem o meu contributo para a medicina é mais do que tudo o que podia receber», salientou o médico.
A distinção da Ordem dos Médicos é «o reconhecimento do meu contributo, é uma satisfação enorme, no momento em que decidi reformar-me completamente da atividade na área da saúde», continuou.
Por isso, diz com convicção: «Saio com orgulho. O que fiz, fiz, acima de tudo, com honestidade».
Aos 73 anos, o dermatologista Américo Figueiredo considera a atribuição da medalha de mérito «o reconhecimento do percurso profissional», mas «também é importante em função dos jovens que estão a começar a sua carreira», para que percebam que também eles poderão ter a mesma oportunidade.
Além disso, concluiu, «também tem uma importância grande nos doentes», aqueles que, referiu, «ensinam» aos médicos «parte daquilo» que sabem.











