
Projeto “Uma noite uma árvore” pela Serra do Açor
O Movimento pela Regeneração da Paisagem Protegida da Serra do Açor, em parceria com o Instituto da Conservação da Natureza (ICNF), assinalam hoje o Dia da Floresta Autóctone. A atividade começa pelas 14h30 com um percurso interpretativo que parte do Centro de Interpretação da Mata da Margaraça. Pelas 16h00 haverá uma sementeira de azereiro seguida da apresentação do projeto “Uma Noite uma Árvore”.
“Uma Noite uma Árvore” é um projeto que, de acordo com Carla Brito, do Movimento pela Regeneração da Paisagem Protegida da Serra do Açor, «estabelece o compromisso de reflorestação da Serra do Açor através das atividades dos nossos restaurantes e alojamento, bem como de outros agentes económicos». Segundo a mentora deste protocolo, o mesmo tem por objetivo «não só envolver a comunidade, mas também destacar a importância vital que a floresta autóctone tem para o futuro ambiental, social e económico».
A empreendedora, responsável pelos espaços “D’aqui e D’acolá”, em Côja e Pardieiros e, pelo projeto “Saber Intemporal”, explica que o projeto nasceu depois dos incêndios «que marcaram profundamente esta paisagem protegida». «O Movimento pela Regeneração da Serra do Açor nasce do desejo de cuidar, proteger e devolver vida a um património natural que é de todos nós», salienta, dando a conhecer que se juntaram a esta iniciativa os restantes alojamentos locais de Pardieiros, a Comissão de Melhoramentos, pequenas associações da região e muitos cidadãos anónimos.
Os principais desideratos do protocolo passam por «devolver vida aos solos e às espécies autóctones», «promover a recuperação ecológica das áreas ardidas» e «envolver a comunidade local e visitantes num esforço partilhado». «Cada gesto conta — uma árvore plantada, uma área limpa, uma palavra partilhada», reforça a mentora do protocolo.
Cada interveniente tem as suas «tarefas». Assim, caberá ao ICNF definir as espécies adequadas e coordenar as zonas de plantação, enquanto os espaços “D’aqui e D’acolá” e “Saber Intemporal” terão a responsabilidade de mobilizar a comunidade, integrar ações de reflorestação nas suas iniciativas, envolver clientes, parceiros e visitantes através de campanhas solidárias e produtos cuja compra reverte para o projeto.
Os alojamentos locais e unidades de turismo deverão «sensibilizar os hóspedes para a importância da regeneração florestal» e «contribuir com donativos, mediante taxa de ocupação». A Comissão de Melhoramentos de Pardieiros, deverá apoiar logisticamente as ações de reflorestação e dinamizar o envolvimento dos residentes. As associações, voluntários e comunidade deverão participar na plantação, manutenção e vigilância das áreas regeneradas e promover ações de sensibilização.
«Cada pessoa é parte deste movimento. Pode participar nas ações de reflorestação, apadrinhar árvores, contribuir com donativos ou simplesmente ajudar a divulgar o projeto», reforça Carla Brito.












