
Esperança também se constrói com notas musicais
A música invadiu ontem as ruas de Coimbra, num percurso feito entre o Seminário Maior e a Sé Nova. O convite da Diocese de Coimbra para a Peregrinação da Esperança teve «bom acolhimento» junto das Filarmónicas que ontem se juntaram ao Bispo de Coimbra neste curto trajeto carregado de muito simbolismo.
Quase 400 músicos, instrumentistas e cantores (mais precisamente 380) de 17 bandas começaram por se reunir no Seminário Maior de Coimbra onde, em uníssono, tocaram o Hino do Jubileu 2025, seguindo-se breves intervenções de alguns elementos das bandas. Em todas elas, a Esperança foi denominador comum, como não poderia deixar de ser. O momento foi acompanhado por muitos populares, alguns apanhados de surpresa com a performance de centenas de músicos que, organizados em quatro grupos, seguiram D. Virgílio Antunes e a Cruz Oficial deste Jubileu (carregada por três pessoas) até à Sé Nova, onde foi celebrada a eucaristia, acompanhada pela voz de cerca de 100 elementos dos coros do Baixo Mondego, Figueira da Foz e Buarcos.
«As Filarmónicas são dos polos culturais mais importantes do nosso povo porque estão disseminadas em muitos concelhos e lugares», começou por referir o Bispo de Coimbra ao nosso Jornal, reconhecendo o seu «papel insubstituível na nossa região» uma vez que reúne «muitas pessoas, entre adolescentes, jovens e adultos». Além de serem “grandes escolas de música” a partir das quais os seus elementos «começam a despertar para o gosto musical», têm tradicionalmente uma «ligação muito estreita à vivência da fé cristã, sobretudo porque participam em muitas festividades, procissões e celebrações da missa por ocasião da festa dos padroeiros e outros eventos de carácter social», razões mais que suficientes para a Diocese de Coimbra decidir partilhar a celebração do Jubileu também com as Filarmónicas, depois de recentemente ter realizado a mesma peregrinação com as corporações de bombeiros locais.
Antes do início da peregrinação, o Bispo de Coimbra, rodeado de instrumentos musicais, manifestou o desejo de que o encontro de ontem tenha ajudado «a fortalecer e a reanimar a esperança» nos presentes. Acreditando que assim seja, D. Virgílio Antunes definiu como «belo» o momento vivido na tarde deste sábado e que «irá ficar na memória». A verdade é que «precisamos de momentos bonitos como este, que nos marquem por dentro e que ajudem a sociedade a sentir-se mais feliz e mais esperançosa», concluiu.
Filarmónicas tocaram e peregrinaram em conjunto
Todas as Filarmónicas trabalham diariamente para fazerem mais e melhor, de forma a representarem ao mais alto nível as gentes dos concelhos dos quais fazem parte. Porém, a esperança foi ontem a nota dominante, com os vários elementos a “misturarem-se” entre si, divididos durante a peregrinação em grupos de quatro, organizados de acordo com a música tocada. O bom resultado foi audível na cerimónia.
Filarmónicas presentes:
- Associação Filarmónica 25 de Setembro de Montemor-o-Velho
- Filarmónica da Associação Educativa e Recreativa de Góis
- Filarmónica da Associação Musical de Pocariça
- Filarmónica da Associação Recreativa e Musical de Ceira
- Filarmónica da Casa do Povo de Penacova
- Filarmónica da Sociedade Boa União Alhadense
- Filarmónica do Grupo Musical Gesteirense
- Filarmónica Fraternidade Poiarense
- Filarmónica Pampilhosense
- Filarmónica Ressureição de Mira
- Filarmónica União Taveirense
- Filarmónica Ançanense - Associação Musical
- Sociedade Filarmónica Alvaizerense de Santa Cecília
- Sociedade Filarmónica Ferreirense
- Sociedade Filarmónica Flor do Alva
- Sociedade Filarmónica Lousanense
- Sociedade Filarmónica Recreativa e Beneficiente Vilanovense











