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“É preciso ter um papel ativo e contacto com os estudantes”

Úrsula Ventura é a candidata da Lista Avançamos pela Académica

Quais são os principais pontos que definem a Lista A?
A nossa lista apoia-se em dois pilares base. O primeiro é a acessibilidade do Ensino Superior. Vivemos num momento em que estudar no Ensino Superior está cada vez mais elitizado, seja pela ameaça do aumento da propina, seja pela reduzida e insuficiente ação social. Neste ano letivo o número de estudantes colocados foi o mais baixo em quase uma década e a isso somam-se o atraso de atribuição de bolsas, a escassez de camas em residências públicas e de vagas para serviços médicos e psicológicos e ainda a geral e evidente degradação física dos edifícios da Universidade. Todos estes aspetos são sintomas da crassa falta de financiamento no Ensino Superior e que impedem os estudantes de acederem a um Ensino Superior público, democrático, gratuito e de qualidade. O segundo pilar é o verdadeiro envolvimento de todos os estudantes na Tradição Académica que se deve fazer através de uma preocupada divulgação e valorização de todas as estruturas da AAC e fora da AAC. Acreditamos que aquilo que distingue Coimbra e a sua associação académica é a diversidade de estruturas que oferece e a diversidade de associados que as compõem, sejam quais foram as tradições.

Que medidas propõem para combater os problemas já enumerados, como o descongelamento da propina e a falta de residências?
As sucessivas Direções-Gerais dos últimos anos têm-se esquecido do seu papel reivindicativo, um aspeto que determinou o passado da AAC e que nós acreditamos que devia continuar a pautar o dia-a-dia da Académica. Tal como em 1969, os estudantes, apoiados na sua Direção-Geral da altura, se uniram em prol de uma universidade e de um país mais livres, hoje os estudantes deviam unir-se para combater o descongelamento da propina, a elitização do ES, a falta de condições. Para tal, é imprescindível que a DG assuma o seu papel de vanguarda, enquanto representante dos associados, e seja o elo agregador para que se cumpra o mesmo objetivo: uma Académica de todos para todos.

Como é que a DG/AAC pode recuperar de um ano onde os estudantes sentiram “distância” por parte do órgão maior da casa?
Através de uma verdadeira proximidade com todos os associados no seu dia-a-dia e de um verdadeiro compromisso para com os seus direitos. A DG não pode ser um órgão num pedestal nem ter as costas voltadas aos associados, ou muito menos reger-se segundo interesses pessoais dos seus dirigentes. É preciso ter um papel ativo, indo ao contacto com os estudantes e as estruturas, nas suas faculdades e nos seus espaços de funcionamento para ouvir as suas preocupações e envolve-los nas decisões. É impensável que se volte a repetir o que se sucedeu na passada Festa das Latas.

Qual será o papel da Lista A para o futuro da Academia?
A Lista A representa a alternativa e propõe a mudança do rumo que nos últimos anos tem caracterizado a AAC, pois reconhece que o projeto em vigor tem conduzido ao desmantelamento do movimento associativo. Os integrantes da lista A prometem lutar pela Académica e pelos seus associados, mesmo que não sejam eleitos, tal como o têm feito até hoje nas faculdades e nas várias estruturas do movimento associativo.

Novembro 21, 2025 . 12:45

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