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“O rugby da região está muito bem e estamos a trabalhar para que fique ainda melhor”

Paulo Picão, presidente do Comité Regional de Rugby do Centro, faz um balanço de dois anos de mandato, destaca o dinamismo da modalidade, o trabalho realizado nas seleções regionais e a importância que terá o Centro de Alto Rendimento em Coimbra. Orgulha-se de ver a seleção nacional em Coimbra que premeia a importância que a região tem para o rugby

Diário de Coimbra Como é que está o rugby no distrito?
Paulo Picão O rugby no distrito, na minha opinião, está com uma grande dinâmica. Estamos a crescer no número de atletas. Superámos aqui a meta dos mil atletas na região Centro. Somos a região que mais cresce no rugby feminino a nível naci­onal. Temos novos clubes também na região Centro. Há um novo clube de rugby em Leiria que era, há muito tempo, uma ambição de todos. Conseguiu--se que um clube, o “Asteriscos”, se associasse ao rugby e pelo se­gundo ano consecutivo tem vindo a consolidar a modalida­de em Leria. Há ainda o RC Caldas que pertencia à região Sul e, de acordo com também a nossa dinâmica, pediu à Federação para estar associado à região Centro. Eu diria que estamos com um dinamismo gran­de. Estamos também com ativi­dade regular através de academias de seleções regionais que é um projeto muito importante aqui para a região, porque os atletas que têm mais ambição e mais potencial deixam de ter a necessidade de ir tantas vezes para Lisboa.

Ainda se sente muito o centralismo de Lisboa?
Não. Felizmente tem havido por parte da Federação essa abertu­ra para trabalharmos regionalmente e aqui o Comité Regional de Rugby do Centro é entendi­do como um modelo também a nível nacional. Temos ativida­de regular desde os sub-14 até os sub-18 com academias regi­onais, quer masculinas quer femininas. Trabalham aos fins de semana e habitualmente às quar­tas-feiras. E temos a presença de treinadores das seleções nacionais nestes trabalhos. Assim, em vez de os jogadores se deslocarem tantas vezes a Lisboa, acabam por vir os treinadores cá para os observar e trabalhar com os nossos técnicos. Pensamos que esta é a melhor solução do ponto de vista dos nos­sos atletas e também do pon­to de vista das famílias. Há um reconhecimento de que não é necessário os atletas se deslocarem a Lisboa para fazerem uma hora ou uma hora e meia de treino. Isso não fazia qualquer sentido.

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Novembro 20, 2025 . 07:22

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